A caixa amarela de bombons Garoto, lançada em 1959, foi revolucionária. Ela misturava os bombons de chocolates com os bombons de frutas, como ameixa e figo. Esses bombons sempre foram meus preferidos. Depois veio o de passas e, finalmente, em 1986, o melhor de todos: o Caribe, chocolate com recheio de banana. Melhor de todos na minha opinião, eu sei, pois eles nunca foram exatamente unanimidades. Nas casas de muita gente, eles ficavam esquecidos no fundo da caixa.
Só que, nos últimos anos, o Caribe, o pobre bombom rejeitado, virou o novo astro da Garoto. O ano de 2024 foi glorioso. O ovo de Páscoa Caribe esgotou numa velocidade jamais vista. Ele chegou a ser revendido na internet por 400 reais, dez vezes mais que seu valor original. O Caribe ganhou ainda uma versão em tablete, virou picolé, recheio de cookies e até uma caixa chamada Crocribe (nome esquisito) – metade com bombons crocante e metade Caribe.
Por que Caribe? Grande parte dos países que ficam nessa região da América Central tem a banana como principal cultura de exportação.
