FUTEBOL DE BOTÃO O futebol de mesa, popularmente conhecido como futebol de botão, surgiu em Campinas (SP), em 1929. O ator, escritor e pintor Geraldo Cardoso Décourt (1911-1998), criador da modalidade, deu ao jogo o nome de “Celotex” — material que ele utilizou para fazer as primeiras mesas de jogo. O primeiro livro de regras (“Regras Officiaes do Foot-ball Celotex”) foi lançado por ele em 1930.

“Eu comecei jogando com botões de cueca, antes de passar para os da calça do uniforme escolar”, disse em entrevista à revista “Placar” o ex-aluno do Colégio Aldridge, do Rio de Janeiro. “A escola proibiu o jogo de botão, porque, para poder jogar, arrancávamos os botões do uniforme. Era comum os alunos assistirem às aulas segurando as calças nas mãos”. Essa história é contada por ele no livro “Aconteceu, Sim!”, lançado pela Editora Pannartz.

Na década de 1970, marcas de brinquedos começaram a fabricar os botões, que, àquela altura, era uma brincadeira espalhada por todo o Brasil. Naquela época era comum encontrar botões de plástico.

Em São Paulo, o dia 14 de fevereiro — aniversário de Geraldo Décourt — foi oficializado, em 2001, pelo então governador Geraldo Alckmin como “Dia do Botonista”.

Geraldo foi também autor do “Hino do Botonista”, lançado em 1982. A letra é a seguinte:

Botonista eu sou com justo orgulho
Boto muita fé no meu botão
Botonista eu sou com muita honra
Isto é verdade, eu não me arrependo não
Botonista eu sou com com persistência
Jogo a qualquer hora com prazer

Pois jogando mesmo em qualquer regra
Eu vou praticando o meu lazer
Pois jogando mesmo em qualquer regra
Eu vou praticando o meu lazer

Eu jogo limpo, eu jogo sério sem esbulho
Pois pra mim adversário eu considero como irmão

Aviso logo pra quem jogar comigo
Que somente me vencendo poderá ser campeão
Aviso logo pra quem jogar comigo
Que somente me vencendo poderá ser campeão

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