Na partida entre Uruguai e Itália, realizada no dia 24 de junho pela primeira fase da Copa 2014, Suárez teve tanta fome pela bola que sobrou para o zagueiro italiano Chiellini. As atenções dos espectadores do torneio saíram dos gramados e voltaram-se para a polêmica: foi a terceira vez que o jogador uruguaio mordeu um adversário em campo. A mordida humana tem uma força de 55 quilos. Nem se compara à do aligátor do Mississípi, com 965 quilos, mas é a mais forte entre os primatas. Macacos me mordam – mas que não seja o Suárez! O uruguaio, porém, não é o único atleta que já apelou para as mordidas. O Blog do Curioso reuniu outros casos semelhantes que aconteceram ao longo da história. Confira:
O ex-jogador do Corinthians não recebeu punição pelo seu ato, diferentemente do jogador sul-africano de rúgbi Johan Le Roux, que em 1995 mordeu Sean Fitzpatrick, do All Blacks, a seleção neozelandesa. O atleta foi punido por 18 meses e deu, à época, uma declaração polêmica: “Por uma punição dessas, eu deveria ter arrancado. Pelo menos eu poderia voltar pra casa com a orelha dele.”
Em 1996, para indignação dos fãs de esporte, ocorreu uma mordida que não foi punida. O jogador de futebol americano Robert Baker, da Universidade de Auburn, marcou um touchdown e foi comemorar, mesmo jogando fora de casa. Uga V, da Universidade de Georgia, não deixou barato, atacando-o com uma dentada.
Não é só a raiva que motiva as mordidas no esporte. Um curioso caso aconteceu numa partida entre Sevilla e Valladolid, em 2001. José Antonio Reyes, do time andaluz, marcou um gol. Francisco Gallardo, empolgado com o tento de sua equipe, foi comemorar junto ao companheiro e lhe deu uma carinhosa mordida nas partes baixas. A Federação Espanhola puniu o atleta por ter infringido a “dignidade e o decoro esportivo”.
