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10 tradições de festas juninas

24 de abril de 2019

O arraial
O espaço onde se reúnem todos os festejos do período é chamado de arraial ou, segundo o modo de falar do homem do campo (o caipira), “arraiá”. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiais acontecem as quadrilhas, os forrós (bailes), leilões, bingos e os casamentos caipiras.

Quadrilha
A quadrilha é uma dança de pares, de origem francesa, introduzida no Brasil em 1808 pela corte portuguesa, que se instalou no Rio de Janeiro. A formação tem de 8 a 12 casais. Em geral, é acompanhada por instrumentos típicos da época, como sanfona, triângulo e zabumba. O ritmo alegre foi incorporado pelas populações rurais e hoje é dança obrigatória nas festas juninas. Só que a marcação das suas evoluções, que nos salões era pronunciada em francês, ganhou um sabor bem matuto, como “Caminho da roça” e “Olha a onça”, inspirando-se no dia-a-dia do campo. Sanfona, triângulo e zabumba, dirigidos pelo marcador, acompanham a dança.

Puxada do mastro
Cerimônia de levantamento do mastro de São João, com banda e foguetório. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antônio e São Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pagãos, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solstício de verão, na Europa. Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitrião da festa no momento em que é içada, isto é sinal de boa sorte. O contrário indica desgraça. E, caso aponte em direção a uma pessoa, esta será abençoada.

Pau-de-Sebo
No passado, se utilizava para esta tradicional brincadeira das comemorações juninas uma árvore de origem chinesa que dá frutos gordurosos. Ela era revestida de sebo e, em seu topo, se colocava uma nota de dinheiro. Quem conseguisse chegar ao topo, levava a bolada.

Como surgiram as festas juninas?

Atravessar o braseiro
É um dos rituais mais primitivos da festa. Nas áreas rurais, as pessoas acreditam que os verdadeiros devotos de São João, fazendo o sinal da cruz e rezando antes da prova, não queimam os pés.

Fogueira e Fogos
Há duas explicações para o uso de fogueiras. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Os cristãos, por sua vez, as viam como sinal de bom presságio. Prova é a história de Isabel que, na ocasião do nascimento de João Batista, acendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso, a tradição é acendê-la na hora da Ave Maria (6 horas da tarde). Acredita-se que, quanto mais alta a fogueira, maior é o prestígio de quem a armou. Também há a tradição de se construir fogueiras diferentes para cada santo. Na de Santo Antônio, a lenha é disposta em forma de quadrado; na de São Pedro, de modo triangular; e na de São João, como uma pirâmide. Já os fogos de artifício, eram utilizados na celebração para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário.

Veja 10 curiosidades sobre as Festas Juninas 

Lavagem do Santo
Acontece à 0h da noite em que se celebra o Dia de São João. É uma espécie de batismo simbólico. Dá-se um banho de rio na imagem do santo, para purificar as águas do local. Há a crença de que, nesta hora, o rio ganha poder de cura. Eis por que as pessoas molham os pés e o rosto.

Soltar balões
A tradição foi trazida ao Brasil pelos portugueses. Lá, o início das festas de São João é simbolizado com o lançamento de cinco balões. A tradição costuma provocar queimadas indesejadas. Por causa disso, desde 1998, uma lei de proteção ambiental proíbe a fabricação, a venda, o transporte e a soltura de balões no Brasil.

Comidas de milho
Pode reparar que a maioria das comidas típicas de festas juninas leva o milho em sua receita: curau, pamonha, bolo de milho, pipoca, milho cozido, caldo de milho e por aí vai. Não é coincidência: um dos motivos da festa original europeia era agradecer a colheita do milho, que acontecia no mês de junho.

Bandeirinhas
Nas origens das festas juninas, cada um dos três santos homenageados (Santo Antônio, São Pedro e São João) tinha sua imagem grafada em uma grande bandeira colorida, que enfeitava a festa. Eram essas imagens que levavam um banho no ritual de lavagem dos santos. As bandeirinhas coloridas são referências mais modernas a esse antigo ritual.

 

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