Nos tempos coloniais, o Brasil tinha muita cana-de-açúcar e engenhos e moendas espalhados por todo lado. Nesse cenário, a produção de cachaça era muito importante: ela era usada como moeda de troca, ao lado do tabaco, para pagar o tráfico de africanos, que eram trazidos para serem escravizados.

Havia também um largo consumo aqui em nosso território. Isso prejudicava enormemente o comércio e consumo de bagaceira, um subproduto do vinho, feito com bagaço de uva e que era importado de Portugal.

Tentando barrar o progresso da cachaça, Portugal proibiu a fabricação e venda da nossa canjibrina em 13 de setembro de 1649. O que, obviamente, não funcionou. Mas, exatos 12 anos depois, os proprietários de engenhos, cansados das perseguições pela produção e venda da pinga, rebelaram-se em 13 de setembro de 1661, tomando o Rio de Janeiro por cinco meses na chamada “Revolta da Cachaça”.

A repressão foi brutal e o líder dos revoltosos, condenado à morte. Porém, o governo português entendeu, afinal, que não era possível proibir e aceitou o inevitável. Por isso, o 13 de setembro passou a ser considerado o Dia Nacional da Cachaça.

 

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