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10 curiosidades de “Amar é…”

24 de abril de 2019

As tirinhas com o casalzinho pelado e frases apaixonadas foram criadas pela neozelandesa Kim Grove.  Seu nome completo era Marilyn Judith Grove. Ela deixou a Nova Zelândia em 1960 para viajar pelo mundo. Seu primeiro emprego foi como garçonete numa casa de chá em Londres. Kim mudou-se em 1967 para Los Angeles, nos Estados Unidos.

Começou a fazer os desenhos para seu namorado, o engenheiro de computação italiano Roberto Alfredo Vincenzo Casali. Os dois se conheceram durante um curso numa escola de esqui.  “Comecei a fazer pequenos desenhos para expressar como me sentia”, contou ela. Casaram-se na Nova Zelândia em 1971.

No início de sua temporada nos Estados Unidos, Kim trabalhou também na Max Factor colando etiquetas nas embalagens. Quando conseguiu o emprego de recepcionista numa empresa de design, ela começou a vender desenhos do “Amar é…” por 1 dólar cada um.

Em 1970, o casal conseguiu vender os direitos dos personagens para o jornal “Los Angeles Times“, que passou a publicar suas histórias. Ela assinava apenas como “Kim”. A primeira tirinha foi publicada no dia 9 de janeiro. Elas foram veiculadas em cerca de 60 países.

O lançamento dos personagens coincidiu com o sucesso do livro “Love Story” (1970), de Erich Segal, e de sua adaptação para o cinema. Ali MacGraw fez o papel da menina que tinha uma doença incurável e Ryan O’Neal era o aluno apaixonado por ela. O slogan do filme era “Amar significa nunca ter que pedir desculpas”. Em uma de suas mais famosas tirinhas, Kim mudou a frase, que ficou assim: “Amar é … poder pedir desculpas

Em março de 1976, Roberto Casali morreu, aos 31 anos, vítima de um câncer. O casal teve dois filhos: Stefano e Dario. Dezesseis meses depois da morte de Roberto, nasceu Milo, resultado de uma inseminação artificial que Kim fez com espermatozóides congelados do marido.

No Brasil, a Editora Abril lançou em 1978 um álbum de figurinhas autocolantes com casal “Amar É”. Os adesivos eram vendidos em pacotes de 3 unidades, 226 no total. O álbum foi relançado três vezes: 1982, 1991 (tinha formato de coração) e 2005. Esse último trazia uma versão mais moderna dos desenhos.

Numa tira de 1974, o garotinho chama a garotinha de “Kim”. Em outra, de 1971, a garotinha está desenhando um nome na areia da praia que começa com a letra R.

Kim morreu em 15 de junho de 1997, aos 55 anos, também vítima de câncer. O filho mais velho, Stefano, assumiu a produção das tirinhas. Mas não é ele o autor dos desenhos e dos textos. Essa área está sob os cuidados do indiano Bill Asprey, radicado na Inglaterra, que faz as tirinhas do casalzinho desde 1975. Asprey foi escolhido pela própria Kim para continuar o trabalho no ano em que o câncer de Roberto foi descoberto e ela se afastou do trabalho para cuidar do marido.

Em entrevistas, Kim declarou que um de seus primeiros trabalhos era também seu favorito: “Amar é … nunca pedir mais do que você está disposto a dar”. Também em entrevistas, ela declarou que gostaria de ter sido compositora de músicas românticas e sua filosofia de vida era: “Se você tem amor, tem vida, se você pode amar, pode viver “.

 

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1 Comentários

1 Comentário

  1. Leila Bortolazzi

    Tenho minha coloção de figurinhas guardadas com muito cuidado!

    Responder

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