
De tão popular, a marca virou sinônimo de amido de milho.
O produto foi inventado na Inglaterra catorze anos antes e era usado principalmente na indústria têxtil para encorpar os tecidos recém-saídos dos teares. Só em 1842 é que virou um alimento por iniciativa do americano Thomas Kingsford.
O nome veio de “maize”, que é como as tribos sioux e iroquês, que habitavam o norte dos Estados Unidos, chamavam as espigas de milho. Foi o nome então que os espanhóis usaram para chamar o milho levado por Cristóvão Colombo para a Europa.
Na infância, Hendrick perdeu um dos braços numa serra circular.
As caixinhas amarelas com amido de milho começaram a ser vendidas em mercearias brasileiras em 1874. A Maizena era produzida nos Estados Unidos e embalada no Brasil. Os consumidores logo descobriram que ela servia para engrossar caldos e fazer mingau. A CPC, dona da marca, fez uma campanha para aumentar o consumo de Maizena no Brasil não só entre as donas de casa. Os padeiros aceitaram o desafio e passaram a usar a Maizena no preparo de bolos. Daí para os biscoitos (ou bolachas) foi um pulo.
O engenheiro L.E. Miner, representante da CPC, chegou na cidade de São Paulo em 1927 para analisar o mercado local. Sua missão: descobrir se era viável instalar uma fábrica de amido de milho no Brasil. Não precisou de muito tempo para tomar a decisão. Em 1930, a Refinações de Milho Brasil, subsidiária da Corn Products Company, abriu a primeira fábrica no Brasil e tentou proibir o nome Maizena em produtos que não levassem o produto original na receita. Mas já era tarde demais. O prazo legal para reclamação tinha expirado e o nome, já bastante popular entre os brasileiros, pode ser usado livremente por todos.
Hoje o mercado se divide em indústrias que escrevem Maizena (com Z) e Maisena (com S). Em geral, quem usa a marca Maizena coloca no rótulo, em letras minúsculas, a informação: “uso autorizado pelo titular da marca”.
A caixa é amarela para remeter aos grãos de milho, enquanto a ilustração representa uma etnia indígena norte-americana extraindo amido. O Analista de Bagé, personagem do escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo, costuma dizer que é “freudiano de carregar bandeirinha, mais ortodoxo do que rótulo de Maizena”.
