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A história da marca Maizena, que virou sinônimo de amido de milho

MAIZENAA marca Maizena foi criada nos Estados Unidos em 1854 por Wright Duryea, junto com os pais,  Hendrick Vanderbilt Duryea e Elizabeth Wright, e o irmão Hiram. Wright era o mais velho dos sete filhos. O nome inicial da empresa era Glen Cove Starch Company, que foi embrião da Corn Products Company (CPC).

De tão popular, a marca virou sinônimo de amido de milho.

O produto foi inventado na Inglaterra catorze anos antes e era usado principalmente na indústria têxtil para encorpar os tecidos recém-saídos dos teares. Só em 1842 é que virou um alimento por iniciativa do americano Thomas Kingsford.

O nome veio de “maize”, que é como as tribos sioux e iroquês, que habitavam o norte dos Estados Unidos, chamavam as espigas de milho. Foi o nome então que os espanhóis usaram para chamar o milho levado por Cristóvão Colombo para a Europa.

Na infância, Hendrick perdeu um dos braços numa serra circular.

As caixinhas amarelas com amido de milho começaram a ser vendidas em mercearias brasileiras em 1874. A Maizena era produzida nos Estados Unidos e embalada no Brasil. Os consumidores logo descobriram que ela servia para engrossar caldos e fazer mingau. A CPC, dona da marca, fez uma campanha para aumentar o consumo de Maizena no Brasil não só entre as donas de casa. Os padeiros aceitaram o desafio e passaram a usar a Maizena no preparo de bolos. Daí para os biscoitos (ou bolachas) foi um pulo.

O engenheiro L.E. Miner, representante da CPC, chegou na cidade de São Paulo em 1927 para analisar o mercado local. Sua missão: descobrir se era viável instalar uma fábrica de amido de milho no Brasil. Não precisou de muito tempo para tomar a decisão. Em 1930, a Refinações de Milho Brasil, subsidiária da Corn Products Company, abriu a primeira fábrica no Brasil e tentou proibir o nome Maizena em produtos que não levassem o produto original na receita. Mas já era tarde demais. O prazo legal para reclamação tinha expirado e o nome, já bastante popular entre os brasileiros, pode ser usado livremente por todos.

Hoje o mercado se divide em indústrias que escrevem Maizena (com Z) e Maisena (com S). Em geral, quem usa a marca Maizena coloca no rótulo, em letras minúsculas, a informação: “uso autorizado pelo titular da marca”.

A caixa é amarela para remeter aos grãos de milho, enquanto a ilustração representa uma etnia indígena norte-americana extraindo amido. O Analista de Bagé, personagem do escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo, costuma dizer que é “freudiano de carregar bandeirinha, mais ortodoxo do que rótulo de Maizena”.

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