No começo da década de 1970, Nova York era uma cidade insegura, violenta, perigosa, que, por isso, afugentava seus moradores. Calcula-se que 800 mil mudaram-se naquela década. Isso afugentava também os turistas. Para atraí-los de volta, foi feito um grande investimento na recuperação da cidade e do estado. Teve também uma audaciosa campanha publicitária (com jingle e comercial de TV), lançada em 1977.
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O grande destaque acabou ficando para a logomarca mais famosa e mais copiada do mundo: I [eu], coraçãozinho e as iniciais NY [na fonte serifada arredondada American Typewriter] – “Eu amo Nova York”. O autor da ideia foi o designer gráfico americano Milton Glaser, recrutado pelo Departamento de Desenvolvimento Econômico para trabalhar com a agência contratada, a Wells Rich Greene. Um dos redatores da agência , Charlie Moss, criou a frase. Mas foi Glaser quem teve a ideia de trocar a palavra “love” pelo coração vermelho a bordo de um táxi. O desenho foi aperfeiçoado posteriormente. Glaser pensou que sua criação só duraria o tempo da campanha, mas se enganou. O rabisco original, num pedaço de envelope amassado, entrou até para o acervo do MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York.
O Empire State Development, a agência de desenvolvimento econômico de Nova York, é dono da marca registrada, que gera cerca de 30 milhões de dólares em licenciamentos (dado de 2011).
