No início do século XX, havia 80 mil gueixas no Japão. Hoje são apenas duas mil. A influência do Ocidente é o principal motivo do desinteresse das japonesas pela profissão.
As gueixas são mulheres japonesas que estudam a arte da sedução, da dança, do canto e do entretenimento.
A palavra que as batiza significa “pessoa de artes”.
Essas acompanhantes de luxo não são prostitutas. Essa percepção errada se disseminou após a ocupação norte-americana no Japão. Na época, diante da miséria que assolava o país, muitas gueixas começaram a vender seu corpo. Hoje em dia, algumas ainda o fazem, mas esse não é o objetivo da profissão.
Entre os séculos XVIII e XIX, as famílias pobres japonesas costumavam vender suas filhas para casas de gueixas.
O treinamento para se tornar uma gueixa dura muitos anos. O aprendiza- do tem início na adolescência, num internato chamado Okiya, onde meninas de 13 a 15 anos aprendem, entre outras coisas, a tocar shamisen (espécie de banjo), a preparar-se para a cerimônia do chá e a desenhar ideogramas.
Em 2005, o diretor Rob Marshall levou para as telas a adaptação do livro “Memórias de uma gueixa”. A obra de Arthur Golden é um romance sobre uma menina de olhos azuis que se torna uma influente gueixa.
