Comemoramos hoje o dia da bandeira! Foi nesta data, quatro dias depois de proclamada a República em 1889, que o marechal Deodoro da Fonseca sancionou o decreto que instituía projeto criado pelos republicanos Raimundo Teixeira Mendes e Décio Vilares como a nova bandeira nacional. Vale lembrar que D. Pedro I instituiu a primeira bandeira do Brasil em 18 de setembro de 1822, consagrando o padrão verde-amarelo da antiga bandeira imperial que até hoje está presente em nosso pavilhão nacional. 
O geógrafo Tiago José Berg, autor do livro “Bandeiras de todos os países do mundo”, apresenta aqui cinco projetos curiosos que poderiam ter se tornando o símbolo máximo de nosso país.
Logo depois da adoção da bandeira imperial, houve críticas quanto ao novo símbolo que o Brasil havia adotado. Um dos primeiros projetos de reforma da bandeira foi o do almirante Rodrigo Pinto Guedes, futuro barão do Rio da Prata, que visava substituir o pavilhão imperial por outro que seria formado por cinco listas alternadas, sendo três azuis e duas vermelhas. A primeira delas, em azul, teria seis estrelas brancas, colocadas em dois grupos de três, ficando um espaço entre ambos; a segunda, em vermelho, apresentaria a figura da coroa imperial ao centro; a terceira, com sete estrelas brancas em campo azul; a quarta traria o escudo do Império sob a faixa vermelha, e a quinta apresentaria mais seis estrelas, dispostas como na primeira lista. As estrelas representavam as províncias.
Depois de proclamada a República no Brasil, surgiram outros projetos para a mudança do pavilhão nacional. Um dos mais conhecidos foi o de José Maria da Silva Paranhos Júnior – o barão do Rio Branco –, que lançou sua proposta para uma nova bandeira nas cores preta, branca e vermelha. Na faixa branca haveria um escudo verde com bordadura em azul ornado com 21 estrelas brancas. Ao centro foi colocada uma esfera armilar sobreposta à tradicional cruz da Ordem de Cristo, tal como a do antigo escudo imperial. Acima do escudo haveria um sol nascente, mantendo-se os ramos de café e de fumo atados com um laço.
Em 1º de setembro de 1892, o projeto nº 185, proposto pelo deputado Manuel Prisciliano de Oliveira Valadão, que contou com a assinatura de 14 deputados, foi submetido à Câmara dos Deputados. O texto visava manter o padrão do retângulo verde e do losango amarelo, retirando apenas as estrelas e a faixa branca da esfera da bandeira e colocando em seu lugar o brasão de armas da República na época, sob um fundo azul-marinho. Pela polêmica causada, o projeto foi logo arquivado.
Outro projeto conhecido aparece no livro “Brazões e bandeiras do Brasil”, publicado em 1933 por Clóvis Ribeiro. Ele e o pintor José Wasth Rodrigues, especialista em heráldica, propuseram uma série de modelos para nova bandeira brasileira. Um dos mais curiosos era o de nº 3, no qual o losango da bandeira tocaria as bordas do retângulo (como na antiga bandeira imperial) e, no lugar da esfera e das constelações, haveria sobre um globo azul com figura da cruz da Ordem de Cristo e uma esfera armilar que estariam circundadas pelas estrelas, representando os estados brasileiros. O projeto ressaltava a conexão entre os símbolos do período colonial, imperial e republicano.
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