Curiosidades sobre Marta, a rainha do futebol feminino
Marcelo Duarte
Marta Vieira da Silva nasceu no dia 19 de fevereiro de 1986, na cidade de Dois Riachos, no sertão de Alagoas.
A atleta estudou somente até a quinta série. Ela conta que matava aula para jogar futebol.
Marta começou a jogar na equipe juvenil do CSA, de Alagoas. Em julho de 2000, Marta resolveu tentar uma vaga no time do Vasco. Viajou dois dias de ônibus até o Rio de Janeiro. No primeiro dia de testes, Marta foi ao Estádio de São Januário, mas a equipe estava treinando num campo na Ilha do Governador.
Aos 17 anos, foi convidada para jogar no Ümea SK, da Suécia, por causa das boas atuações que teve no Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana (o Brasil conquistou a medalha de ouro), e na Copa do Mundo de 2003, nos Estados Unidos.
Quando Marta chegou à cidade de Ümea, a temperatura era de 15 graus negativos.
Depois que foi jogar na Suécia, a situação financeira de Marta e da família mudou muito. A jogadora construiu para a mãe a primeira casa com escada e segundo andar da cidade de Dois Riachos.
Na Seleção Brasileira, o apelido de Marta é “Zefe”. Trata-se de uma referência à corredora mineiroa Maria Zeferina Baldaia, vencedora da São Silvestre em 2001. As jogadoras da Seleção consideram a fisionomia e a história das duas atletas muito parecidas.
Em 2004, Marta foi indicada pela primeira vez ao título de melhor jogadora da Fifa, mas ficou em terceiro lugar. No ano seguinte, recebeu uma nova indicação e ficou em segundo. Em 2006, ela foi novamente indicada ao prêmio e se tornou a primeira brasileira a conquistar a honraria. Repetiu a conquista em 2007, 2008, 2009 e 2018.
O ano de 2007 é considerado por Marta como o mais importante de sua carreira. Com a seleção brasileira, ela ficou com a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e com o vice-campeonato da Copa do Mundo, na China . Individualmente, foi escolhida como a melhor jogadora do mundo pela Fifa, melhor jogadora da Copa do Mundo de 2007 e melhor atacante do futebol sueco. Marta ainda entrou para a calçada da fama do Maracanã.
Marta foi a primeira mulher a ser convidada para o jogo contra a pobreza, organizado por Ronaldo e Zidane, embaixadores da Boa-Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Não compareceu porque estava contundida. Ela tinha sido escalada para jogar no time de Ronaldo.