Wlamir Marques comemora hoje 77 anos. O ex-jogador de basquete integrou a equipe campeã do Mundial de 1963, cuja final contra os Estados Unidos lotou o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O público, ainda empolgado com a vitória da seleção brasileira de futebol um ano antes na Copa do Mundo, entoava o grito: “É com o pé, é com a mão, o Brasil é bicampeão”. O bicampeonato mundial é até hoje a maior conquista da história do basquete brasileiro. O Diabo Louro, apelido que Wlamir ganhou da turma de repórteres do Jornal do Brasil, consagrou-se o melhor jogador em quadra no torneio. Era o “Pelé do basquete brasileiro”.

Nascido na cidade paulista de São Vicente em 16 de julho de 1937, Wlamir Marques começou a se interessar pelo basquete aos 11 anos, depois de se impressionar com a atuação da seleção brasileira medalhista de bronze nas Olimpíadas de 1948, em Londres. Tratou de ingressar no time infantil do clube Tumiaru, onde começou sua carreira. Em seu aniversário de 13 anos, chorou a traumática derrota do futebol brasileiro para os uruguaios no Maracanã, na final da Copa de 1950, e ainda na adolescência descobriu ser portador de uma anomalia cardíaca grave – a cardiomegalia –, que restringiria sua carga de atividade física.
As histórias estão no livro Wlamir Marques – O Diabo Loiro, lançado no ano passado pela Panda Books, em comemoração aos 50 anos do título brasileiro. A biografia é assinada pelo jornalista Auri Malveira, fã de Wlamir que reuniu depoimentos, informações e documentos sobre a carreira e vida do craque ao longo dos anos.