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Sacos de lixo ou sacolinhas de supermercado?

No final do ano, as sacolinhas plásticas de supermercado, que são distribuídas gratuitamente, serão proibidas em São Paulo. Para carregar as compras, as alternativas sugeridas são caixas de papelão, sacolas reutilizáveis – as ecobags – ou sacolinhas à base de amido, que levam seis meses para se degradar, mas que custariam ao consumidor 19 centavos por unidade.
Enquanto se discute qual é o melhor método para carregar compras na rua, paira a dúvida de como passar a descartar o lixo caseiro, já que as sacolas de supermercado costumam forrar lixeiras de banheiros e cozinhas. Na ausência do material, a saída é comprar os sacos pretos ou azuis de lixo.

Mas qual é a diferença dos sacos pretos que estão à venda para as sacolinhas plásticas que são dadas de graça em lojas? Edson Passoni, diretor do Sindicato dos Químicos, Farmacêuticos e Plásticos de São Paulo, diz que o material usado para os recipientes é o mesmo (polietileno). O que muda é a densidade: “Os dois são inertes e isolam o lixo”, afirma. “Antes dos sacos, os resíduos eram deixados em latas que ficavam sujas e contaminadas”.
De acordo com Marcio Freitas, assessor de imprensa da Plastivida, entidade que procura promover a utilização ambientalmente correta de plásticos, o maior interesse é dos supermercados. “Eles deixam de ter despesas dando sacolas ao consumidor e geram receita vendendo os sacos de lixo”, diz. “Ainda por cima, livram-se do próprio lixo fazendo com que o cliente leve as compras em caixas de papelão que seriam descartadas”.
Uma diferença apontada por Freitas é que sacos de algumas marcas têm plástico reciclado na composição, o que não acontece com as sacolinhas gratuitas. “Elas têm contato com alimentos, portanto só podem ser construídas com material virgem”, explica.

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