
Até então, as bolas mantinham a cor do couro com que eram feitas. Alguns modelos eram costurados por fora, outros eram bem rústicos. Um longo caminho precisou ser percorrido para chegarmos aos modelos atuais de bolas de futebol.
Um costume medieval europeu era inflar bexigas de porco para que as crianças brincassem. Elas deveriam mantê-las no ar usando os braços e as pernas. As primeiras bolas foram feitas desse material coberto com couro para manter seu formato original. A parte interna é chamada de câmara.
O americano Charles Goodyear patenteou o processo de vulcanização da borracha. A primeira bola feita com esse material apareceu em 1855. Ela era parecida com uma bola de basquete, com vários painéis de borracha colados pelas extremidades.
Em 1862, o inglês Richard Lindon inventou uma das primeiras câmaras de borracha para bolas de couro. O irônico é que sua mulher morrera com problemas pulmonares, supostamente por inflar muitas bexigas de porco.
As bolas passaram a ter costura interna, deixando de ter cordões só nos anos 1940. Mesmo assim, em dias de chuva, o couro ficava encharcado, o que as tornavam extremamente pesadas.
Depois da Segunda Guerra, tintas sintéticas começaram a ser usadas para proteger o couro da água. Em 1962, a bola com 18 gomos estreou. Eles a tornavam mais leve e estável. Esta imagem é da Copa do Mundo do Chile.
A Copa do Mundo de 1970 foi a primeira em que a bola deixou de ser marrom. A Telstar, da Adidas, apareceu com um design revolucionário: 32 gomos, sendo 12 pentagonais pretos e 20 hexagonais brancos. Isso é para que a bola apareça na televisão monocromática.
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