
Antes de falar sobre a chegada a Johanesburgo, acho melhor começar a viagem à África do Sul pelo voo 223 da South African, que saiu de São Paulo ontem com uma hora de atraso. O piloto comunicou que a demora foi motivada pelo embarque de um passageiro. E mais não disse. O tal passageiro, na verdade, era o rei Pelé, vestindo azul e sentado na primeira fila da classe executiva.
Quando o pessoal da classe econômica descobriu que Pelé estava no avião, logo depois do jantar, foi aquele alvoroço. Os comissários não conseguiram conter jornalistas e fãs. Uma das aeromoças chegou a ameaçar no alto-falante: se todos não voltassem a seus lugares, o avião retornaria a São Paulo. Ficou na ameaça. Até porque as próprias comissárias resolveram pedir autógrafos ao rei nas camisetas da seleção sul-africana que elas vestiam.
Vim na última parte da equipe da ESPN-Brasil que irá cobrir o Mundial. Agora somos 70 aqui. Na chegada, a fila de migração andou bem depressa e, logo depois de receber dois carimbos nopassando o carimbo, jovens com bandejas ofereciam latinhas de Coca-Cola de boas vindas. Por hoje só deu tempo de fazer a credencial e conhecer a redação da TV no centro de imprensa.
