A série “Perdidos no Espaço” foi criado pelo americano Irwin Allen (1996-1991), o mesmo produtor e diretor de “O Túnel do Tempo”, “Viagem ao Fundo do Mar” e “Terra de Gigantes”. “Perdidos no Espaço” se passa no longínquo ano de 1997. Uma família é escolhida para uma viagem com duração prevista de 68 anos.
A ideia era procurar novas opções de colonização em outro planeta por causa do superpovoamento da Terra. A nave de embarque se chamava Júpiter II e foi nela que partiram os membros da família Robinson: John, o pai e professor de Astrofísica; Maureen, a mulher; e os filhos Judy, Penny e o menino-prodígio Will. O piloto da expedição era o major Don West. Na nave Júpiter II também estava o Robô B9. A tripulação ficaria congelada até chegar ao seu destino, mas a presença de um sabotador, o Dr. Zachary Smith, alterou os planos. Por um erro de cálculo, Dr. Smith acabou embarcando na Júpiter II. A nave não só não chegou a seu destino como também ficou… perdida no espaço.
No Brasil, a estreia da série aconteceu no dia 11 de dezembro de 1966, um domingo, no Canal 7 (Record), às 18h15, logo depois do programa “Jovem Guarda”.
Levou alguns meses até que ela começasse a ser comentada. É que, na primeira temporada, os episódios mostravam muito mais a família Robinson enfrentando seus problemas internos do que aventuras contra seres intergalácticos, explica o especialista Magalhães Júnior.
A primeira temporada foi toda filmada em preto e branco. Para nós, aqui no Brasil, isso não fazia diferença, pois não havia ainda televisores com imagens em cores. Os primeiros episódios se passavam muito mais dentro da nave. Todos os tripulantes usavam um traje prata metálico, com exceção do Dr. Smith, que era penetra.
Com o passar das semanas, os episódios mostravam a Júpiter II chegando a um planeta desconhecido. Ali se viu o surgimento de Mummy um macaco alienígena que se tornou amigo de Penny.
A partir do final da primeira temporada – e sobretudo da segunda e na terceira – a série deslanchou. Os episódios passaram a focar mais em dois personagens. O Robô começou a fazer coisas muito mais próximas a um humano e com uma grande dose de ironia. O Dr Smith era o vilão da série, um cara cheio de defeitos. Os dois tinham o garoto Will como uma espécie de mediador. Essa trinca fez com que a série fosse chamada e “Will-Robô-Smith” praticamente até o seu final.

