Glauco Vilas Boas nasceu em 10 de março 1957 em Jandaia do Sul, no Paraná.
Fundou a igreja Céu de Maria, uma versão urbana do Santo Daime.
Além de cartunista, era músico. Compôs cerca de 100 hinos para os rituais da doutrina. Dizia que abandonara a cocaína e o álcool graças ao Daime.
Aos 18 anos, Glauco prestou vestibular para engenharia. Não passou.
Em 1977, ganhou um prêmio no Salão do Humor de Piracicaba. No júri, estavam presentes cartunistas prestigiados: Jaguar, Millôr Fernandes, Henfil e Angeli.
Era cartunista do jornal “Folha de S. Paulo”, e ficou conhecido pelo humor que passava longe do politicamente correto. Seu persoganem mais famoso, o Geraldão, era um boneco com várias seringas, cigarros e, muitas vezes, nu. Geraldão já apareceu ao lado de outros personagens, como Garfield e Cebolinha.
Além de Geraldão, dentre os personagens mais famosos de Glauco estão o Casal Neuras, Dona Marta, Zé do Apocalipse e Doy Jorge.
Teve dois filhos, que tinham menos de cinco meses de diferença de idade: Raoni, com Erica Ornellas; e Ipojucã, filho de Nimoengaju, uma índia caiuá. Glauco criou o personagem Geraldinho inspirado nos filhos.
Não gostava de desenhar com o computador, pois achava que o resultado parecia feito por uma criança. Mesmo assim, costumava colorir seus desenhos usando programas de edição de imagem.
Glauco morreu na madrugada do dia 12 de março de 2010.