Quem inventou o algodão-doce como o conhecemos hoje? A versão mais conhecida diz que, em 1897, o dentista William Morrison — sim, um dentista! — e o confeiteiro John C. Wharton, ambos de Nashville, nos Estados Unidos, solicitaram a patente de uma máquina elétrica que derretia o açúcar e o lançava pelos pequenos furos de um recipiente giratório. A patente foi concedida em 1899. Chamado de fairy floss (“fio de fada”), o doce fez enorme sucesso na Feira Mundial de St. Louis, em 1904.
Outro pioneiro foi o americano Thomas Patton, que pediu, em 1900, a patente de um sistema diferente: uma placa girava sobre uma fonte de calor, transformando o açúcar em fios, recolhidos com um garfo. A patente foi concedida em 1906.
Há ainda um personagem importante nessa história: Joseph Lascaux, mais um dentista, desta vez de Nova Orleans. Em 1921, ele apresentou sua própria máquina e passou a vender o produto como cotton candy (“doce de algodão”). Lascaux costuma ser apontado como o criador desse nome, embora não existam documentos que comprovem que tenha sido o primeiro a utilizá-lo.
Poderíamos incluir ainda nessa história Albert D. Robinson, de Massachusetts. Em 1905, ele registrou a patente de uma máquina elétrica para fiar doces, combinando um dispositivo de partida eletrônico e uma cuba rotativa acionada por motor, que mantinha o aquecimento de forma eficiente. Dois anos depois, ele vendeu os direitos de sua criação para a General Electric. Sua patente permanece até hoje como a base da mais bem-sucedida máquina de algodão-doce.
Nos Estados Unidos, o Dia Nacional do Algodão-Doce é celebrado em 7 de dezembro.