Uma imagem centenária na caixinha de Maizena já não existe mais. A nova embalagem de Maizena continua amarela [amarela para remeter aos grãos da espiga de milho], mas sumiu a cena em que mulheres de uma etnia indígena apareciam cultivando o milho e preparando o amido. Mas o que a Maizena tem a ver com o povo indígena?
Cada região das Américas usava um nome pro cereal. Uma versão da história diz que “Maize” era o termo empregado pelos sioux e pelos iroquês, povos que habitavam o território norte-americano. O termo teria sido escolhido pelos conquistadores espanhóis para batizar o milho levado por Cristóvão Colombo para a Europa.
E teria sido a partir desse Maize que o norte-americano Wright Duryea criou a marca Maizena em 1854, embora não exista qualquer registro oficial da empresa a respeito disso. O nome pode ter sido baseado na palavra “maíz”, que significa “milho” em espanhol (o nome científico da planta é zea mays). Mas, nesse caso, como fica a história do desenho? Há quem defenda que ele seria apenas uma maneira simbólica de mostrar o vínculo entre o milho e os povos originários da América.