
Semmelweis era residente-chefe na clínica da maternidade do Hospital Geral de Viena em março de 1847. Percebeu que muitas mães estavam morrendo de infecção pós-parto. Sua investigação concluiu que médicos, enfermeiras e parteiras transmitiam as infecções de cirurgias anteriores e até mesmo autópsias. Os médicos, por sua vez, se sentiram insultados com alguém mandando que eles lavassem as mãos e simplesmente ignoraram – e até ridicularizaram – os apelos de higienização.
Indignado com a classe médica, Semmelweis passou a escrever cartas abertas ao principais obstetras da Europa. Alguns foram chamados por ele de “assassinos irresponsáveis”. Seus amigos e a própria mulher acreditavam que ele estava enlouquecendo. Em 1865, o médico foi internado num hospício. Duas semanas depois de sua internação, ele foi espancado pelos guardas do local e morreu de choque séptico. Postumamente Semmelweis começou a ser reconhecido como “Salvador das Mães”.
