
Um artigo da revista “Fapesp”, de abril de 2020, destacou que os insetos já alimentam 2 milhões de pessoas no mundo e fazem parte da dieta tradicional de habitantes da Ásia, África e de comunidades indígenas na América Latina. Existe um exemplo brasileiro da farofa com içá, a famosa formiga tanajura.
Alguns estudos apontam que esse hábito de comer insetos vem desde os tempos pré-históricos. E não é só porque não existem outras opções do que se alimentar. As pessoas escolhem isso por achar saboroso. No relatório da FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, publicado em 2013, chamado “Insetos Comestíveis – Perspectivas Futuras para a Segurança Alimentar dos Humanos e dos Animais” são descritos os benefícios de saúde e ambientais da entomofagia, ou seja, a utilização de insetos para alimentação animal ou humana. Essa será uma das saídas para a gente conseguir alimentar o planeta em 2050.
Antes de caçar grilo e barata pelo seu quintal é importante saber que nas fazendas (sim, existem fazendas de criação de insetos!) eles são alimentados por ração e vivem em ambientes controlados para garantir que sejam limpos. Os produtos comercializados pelas empresas que estão no mercado são baseados principalmente na farinha desses insetos. Então a farinha feita com eles é usada para ração de animais e também em barras de proteína, por exemplo. Em alguns lugares da Europa, como a Holanda e Alemanha, mesmo que não tenha essa tradição alimentar, já é possível encontrar larvas de inseto para consumo, como petisco, nas gôndolas do supermercado.
Resposta da bióloga Rachel Azzari.
