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Por que o biquíni ganhou esse nome

No dia 1º de julho de 1946, os Estados Unidos iniciaram novos testes nucleares. Lançaram a primeira bomba atômica, batizada de “Gilda”, sobre o atol de Bikini, nas Ilhas Marshall, Oceano Pacífico. A explosão foi semelhante às que arrasaram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, um ano antes, durante a Segunda Guerra Mundial. O assunto virou notícia em todo o mundo.

Por esse motivo, o engenheiro automobilístico e estilista francês Louis Réard resolveu aproveitar o nome do atol para batizar sua mais recente e explosiva criação: um escasso maiô de duas peças. Ele administrava a loja de lingerie da mãe e anunciou a novidade como “o menor maiô do mundo”. Tão ousado que as modelos profissionais se recusaram a vesti-lo para sua apresentação no dia 5 de julho. A data, 5 de julho, acabaria se tornando o Dia Mundial do Biquíni.

Réard teve que recorrer à Micheline Bernardini, 19 anos, strip-teaser do Cassino de Paris, para a apresentação. O biquíni tinha estampas de reportagens de jornal. Micheline foi fotografada com uma caixinha de fósforo na mão, dando a entender que as peças cabiam ali dentro. Réard declarou que “o verdadeiro biquíni teria que passar pelo interior de uma aliança de casamento”.

Três semanas antes, o também francês Jacques Heim havia apresentado um maiô de duas peças, batizado de “Atome” [Átomo]. A criação de Réard, no entanto, era menor e deixava o umbigo da mulher exposto. O escândalo foi tão grande que o Vaticano chegou a considerar seu uso um “ato pecaminoso”.

O nome biquíni veio da denominação nativa do atol, Pikinni, que significa “terra dos coqueiros”.

No século V a.C., as romanas usavam trajes de duas peças, feitos de linho ou de lã, para praticar esportes. Mas a origem da roupa de banho como peça do vestuário é de meados do século XIX. Antes disso, quem desse um mergulho usava uma roupa de baixo ou simplesmente ficava nu.

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