Ao comemorar 40 anos de carreira, eu recebo a notícia de que meu nome foi escolhido para fazer parte da Academia Paulista de Jornalismo. Vou ocupar a cadeira número 27, que tem como patrono Afonso Schmidt (1890-1964), um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Schmidt publicou quarenta livros e foi um dos pioneiros da ficção científica brasileira. Presidiu a Academia Paulista de Letras e recebeu o Troféu Juca Pato, como intelectual do ano de 1963. Comemora-se o Dia do Escritor Paulista em 29 de junho, por ser a data de seu nascimento.
A Academia Paulista de Jornalismo foi constituída em 17/10/1977 e registrada em 31/01/1978. A entidade passou por uma fase difícil depois da morte do presidente José Augusto de Godoy, em 2017, aos 83 anos, e de outras perdas durante a pandemia. Começa agora uma fase de renovação, liderada pelo seu novo presidente, Luiz Fernando Magliocca.
Por que chamamos de “imortais” os integrantes das Academias? A explicação é simples: ao assumir a vaga, o novo acadêmico deve prestar homenagens ao patrono e a todos que passaram por aquela cadeira. É uma forma de eles nunca morrerem na memória das pessoas. No caso da número 27, ela já foi ocupada por Victor de Azevedo Pinheiro e Péricles da Silva Pinheiro. Estou pesquisando as histórias dos dois. Jornalista, escritor e deputado, Victor passou pelas redações do “Correio Paulistano” e do “Diário de S. Paulo”. Péricles, que foi ainda um advogado de renome, trabalhou na “Folha da Manhã”, “Correio Paulistano” e “O Estado de S. Paulo”.