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Que fim levaram as vuvuzelas?

Lembra delas? Há um ano, em 11 de junho de 2010, acontecia a cerimônia de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. Foi a primeira Copa do Mundo no continente africano e foi também a copa das vuvuzelas. A barulhenta e irritante corneta usada pelos torcedores entrou para o vocabulário esportivo.
No Brasil, elas também viraram mania rapidamente e eram vendidas em verde e amarelo. A maior fabricante de vuvuzelas do país fica em São Paulo. A Brasilflex teve que recusar pedidos, tamanha era a demanda. “Recebemos propostas até da África do Sul, mas não pudemos atender”, afirma a diretora Eliana Mason.

A empresa, que fica no bairro do Limão, na zona norte da cidade, faz vuvuzelas desde 1994, quando elas ainda eram chamadas de “cornetões”. “Começamos a produzi-las para o Carnaval e vimos que era vantajoso vendê-las em verde e amarelo em época de Copa”, diz Eliana. Hoje, a fábrica tem 89 modelos de cornetas.

Há uma diferença entre os modelos brasileiros e africanos. Os produzidos aqui têm um apito interno para facilitar o uso, enquanto os da África do Sul precisam de um pouco de técnica para fazer barulho. “Muita criança não consegue tirar sons da vuvuzela comum”, explica Eliana. Um ano depois da Copa, enquanto discutimos calorosamente como vai ser o evento no Brasil, Eliana diz que só faz vuvuzelas verdes e amarelas por encomenda. O forte, justifica ela, continua sendo o Carnaval, festas de debutantes e formaturas.

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