Pular sete ondinhas e fazer sete pedidos assim que soa a meia-noite do Ano Novo é um costume brasileiro tão arraigado quanto vestir branco.
A origem desses rituais está nas religiões africanas trazidas pelos escravos. O branco representa luz, pureza e bondade.
A palavra axé é muito usada pelas pessoas que moram na Bahia para desejar “boa sorte”. Ela surgiu do próprio folclore baiano, mas as suas raízes estão na África. Axé é cada um dos objetos sagrados do orixá (divindade africana) – pedras, ferros, recipientes, etc. – que ficam no peji (santuário) das casas de candomblé (religião dos negros iorubá, grupo sudanês da África Ocidental). Isto significa que axé é uma energia positiva que permite que todas as coisas existam.
A festa de Bom Jesus dos Navegantes é realizada em Salvador, no primeiro dia do ano.
A imagem de Cristo, em embarcação ornamentada e acompanhada por centenas de outras, cruza a baía de Todos os Santos.
Todos os anos a comunidade nipônica de São Paulo (SP) realiza no dia 31 de dezembro a Motitsuki. Consiste em uma farta distribuição do moti, bolinho de arroz japonês. Faz parte da tradição comer o petisco no primeiro dia do ano para trazer sorte.