
Os indígenas erguem postes de madeira que são decorados para o ritual. Quarup é o nome da árvore da qual retiram o tronco para a cerimônia. Cada tronco representa um morto.
A festa começa quando os caciques saúdam os visitantes, que entram em fila indiana para homenagear os mortos. Todos exibem tangas e cocares coloridos e pinturas no corpo. Os anfitriões tocam flautas e trazem oferendas, como mingau de mandioca e peixe, simbolizando abundância e cordialidade. Depois, juntos, os indígenas dançam ao redor dos troncos, batendo os pés no chão.
Em seguida acontece o ritual mágico dos pajés. Os xamãs ficam em frente aos troncos fumando e cantando. É a reza em homenagem às almas dos mortos. Os homens da aldeia anfitriã não dormem durante a noite. Ficam dançando ou cantando até a madrugada. Ao amanhecer, as almas já celebradas estão finalmente livres para voltar para sua aldeia no céu.
Terminada a parte mística do Quarup, começa a luta intertribal. A luta chama-se huka-huka e é uma espécie de sumô. Ganha quem conseguir derrubar ou levantar o adversário. Ser reconhecido como campeão é um grande prestígio para esses homens do Xingu.
Para pintar os corpos nos dias festivos, os índios usam urucum ou jenipapo.
