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Nos tempos do “Loucos por Futebol”: você se diverte no trabalho?

Na parte final do documentário “Jim Henson – o Homem-Ideia” (Disney Plus), o criador de Vila Sésamo e dos Muppets diz: “Não consigo imaginar alguém se divertindo tanto no trabalho quanto eu”. Não sei exatamente o quanto Henson (1936-1990) se divertiu nesses trabalhos, mas preciso dizer que não devo ter ficado muito atrás. Principalmente no período do “Loucos por Futebol”, programa exibido pela ESPN-Brasil entre 2002 e 2014. Há dez anos, o Eternos Loucos – como batizamos a nossa turma – se reúne para uma confraternização de Natal, como aconteceu na semana passada.

O programa nasceu com o nome de “Loucos por Copa”, ideia do então diretor de jornalismo, José Trajano. Era uma mesa-redonda diferente. Em vez de falarmos dos jogos que estavam acontecendo naquele momento na Copa do Japão e da Coreia do Sul, lembrávamos de histórias de Mundiais anteriores. Deveria durar apenas cinco sábados e ficou doze anos no ar. Depois da Copa, virou “Loucos por Futebol”.  No começo, a apresentação era de Adriana Saldanha, que passou o bastão para mim. O elenco inicial tinha Paulo Vinícius Coelho, Roberto Assaf e Cláudio Arreguy. Depois vieram Roberto Porto e Celso Unzelte para os lugares de Assaf e Arreguy.

O “Loucos” explorava um lado diferente e inusitado do futebol. Contamos histórias de times, campeonatos e craques do passado. Mostramos o lado cultural do futebol (músicas, livros, filmes). Apresentamos colecionadores e torcedores curiosos. As gravações aconteciam em geral nas tardes de quintas-feiras. Eu fazia também uma reportagem por semana. E como era tudo divertido! Recebemos convidados maravilhosos, rimos muito e saíamos sempre muito felizes  Em minhas reportagens, dirigi uma ambulância, voei num dirigível, subi numa escada Magirus, fui mordido por um filhote de leão… Não era o Muppet Show, mas era igualmente “fantástico, acrobático, bombástico e simpático”.

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