Ícone do site Guia dos Curiosos

Nobel da Paz ou do Diálogo? Aqueles que ouvem, mudam o mundo

“A melhor arma é sentar e conversar”. A frase é do sul-africano Nelson Mandela, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993. No ano passado, ao terminar a visita ao Museu do Prêmio Nobel, em Estocolmo, na Suécia, um pequeno livro me chamou a atenção na lojinha instalada na saída (sim, como todo museu, havia uma lojinha ali também). “Those who listen, change the world” [Aqueles que ouvem, mudam o mundo], livro de apenas 50 páginas, traz um apanhado de histórias, trechos de discursos, frases, experiências e atitudes de oito ganhadores do Prêmio Nobel da Paz para a criação de oito princípios básicos do bom diálogo. Esses princípios podem ser usados nas empresas, na política, na vida acadêmica, em família e também para concorrer ao Nobel da Paz de 2026, já que o deste ano ele ficou com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.

São eles:

1. Diálogo precisa ser uma atitude básica;

2. Crie espaços em que as pessoas sejam tratadas de igual para igual;

3. Convide todas as partes relevantes;

4. Num diálogo, você precisa ouvir (e não interromper até que o outro acabe);

5. Deixe todos compartilharem suas experiências;

6. Faça perguntas que encorajem a reflexão e a curiosidade;

7. Coloque tópicos mais difíceis na pauta;

8. Contribua para o perdão e a reconciliação.

Na linguagem diária, explica o livro do Nobel Peace Center, o termo diálogo é frequentemente utilizado para se referir a qualquer conversa. Nesse caso específico, o diálogo é utilizado como método para melhorar a comunicação entre as pessoas, resolver conflitos e esclarecer uma questão sob diferentes pontos de vista. E um detalhe importantíssimo: “Não se pode vencer um diálogo e, de preferência, não deve haver vencidos.”

Sair da versão mobile