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Curiosidades de “Casal 20”: em ritmo de amor e aventura

O nome original da série era “Hart to Hart” numa referência ao sobrenome do casal protagonista: Jonathan Hart, interpretado por Robert Wagner, e Jennifer Hart, pela atriz Stefanie Powers. A expressão “Casal 20″ foi criada para caracterizar o casal Hart, que era super apaixonado. Na formação do casal, ambos mereciam a “nota 10” – por esse motivo eram chamados de “casal 20”. Hart também tem o som semelhante a “heart” ( coração em inglês).

Além do casal Hart, a série tinha dois outros protagonistas. O primeiro era o fiel e bem-humorado mordomo Maxwell, ou simplesmente Max (seu sobrenome jamais foi revelado). Ele costumava chamar os patrões de “senhor e senhora H”. Além de Max, o casal Hart tinha a companhia do cachorrinho Freeway, da raça Löwchen, que foi encontrado ao lado de uma rodovia e, por isso, recebeu esse nome. Max (Lionel Stander) era dublado por Orlando Drummond.

“Em 1980, a TV Globo precisava encontrar uma atração para as noites de quinta-feira, pois o programa “Chico City” passaria por um período de descanso, inicialmente de três meses”, conta o especialista Magalhães Júnior. Foi escolhida, então, “Casal 20”, série criada pelo escritor e roteirista Sidney Sheldon. “Casal 20” estreou no Brasil em 1º de Maio de 1980. Logo caiu na aceitação popular e os altos índices de audiência fizeram com que os 110 episódios divididos em cinco temporadas não mais deixassem a grade de programação.
Muito desse sucesso se devia à perfeita química entre o senhor e a senhora Hart e também aos dois dubladores que deram voz a eles (André Filho e Juraciara Diácovo).
Uma coincidência absurda: Robert Wagner e Stefanie Powers ficaram viúvos na mesma época. Stefanie era casada com o ator William Holden, que faleceu em novembro de 1981. Robert Wagner perdeu a atriz Natalie Wood apenas 13 dias depois da morte de Holden.
O casal Hart não era policial. O milionário Jonathan tinha um conglomerado de empresas. Jennifer era jornalista e escritora. Mas os dois, e mais Max, sempre acabavam entrando em algum tipo de aventura para ajudar alguém ou para tornar uma situação mais justa.
Os dois protagonistas já haviam estrelado individualmente alguma série na TV brasileira. Robert Wagner viveu o personagem Alexander Mundy em “O Rei dos Ladrões”, série exibida pela TV Record, em 1969. Mundy era um super ladrão, que acabou tendo as suas habilidades requisitadas pela agência secreta governamental SIA (Secret Intelligence Agency). Em troca de liberdade, Mundy passaria a colaborar em missões secretas. Por sua vez, em 1968, Stefanie Powers tinha estrelado um spin-off da série “O Agente da U.N.C.L.E.“. Tratava-se de “A Garota da U.N.C.L.E.”, sobre uma agente secreta que trabalhava para uma agência multinacional de contra espionagem.
“Casal 20” foi tão emblemática, que, por muito tempo, o título serviu para identificar casais que tinham muita química. Nos anos 1980, por exemplo, um casal casado ficou famoso pela apresentação de telejornal. Leila Cordeiro e Eliakim Araújo eram chamados, na época, de “Casal 20 do telejornalismo”. Até no futebol o termo pegou. O Fluminense teve uma dupla de ataque entre 1983 e 1985 que foi responsável pela maior parte dos gols de um tricampeonato carioca e de um título do Campeonato Brasileiro. Essa dupla era Washington e Assis. Eles se entendiam tão bem em campo que receberam o apelido de “Casal 20”.
O mais curioso é que, para viver o papel de Jonathan Hart, a primeira opção dos produtores era Cary Grant. Mas ele já estava aposentado há algum tempo e não demonstrava interesse em voltar a filmar. Já para Jennifer Hart, os criadores aventaram duas possibilidades. As atrizes Suzanne Pleshette e Lindsay Wagner (que já havia estrelado a série “A Mulher Biônica“.
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