
O Congresso de Sindicatos da Grã-Bretanha resolveu declarar guerra ao uso obrigatório de sapatos de salto alto. Para infelicidade dos pobres pés, o sapato de salto é praticamente regra para algumas profissionais, como comissárias de vôo e vendedoras. O Congresso de Sindicato espera dar a essas mulheres a chance de escolher opções mais confortáveis na hora de escolher o calçado.
O mais glamuroso tipo de calçado ganhou o mundo a partir dos salões da corte real da França do século XVIII. Além de manter os nobres pés bem longe da lama, o sapato de salto criava uma elevação física – perfeita para simbolizar a “elevação” social da nobreza do período. Só que os sapatos de salto eram desconfortáveis a ponto dos nobres precisarem ser literalmente carregados pelos empregados em cadeirinhas.
Já o salto agulha foi inventado na Itália da década de 1950 e era feito de metal, náilon e plástico. Acima, a atriz Gwyneth Paltrow em um altíssimo salto agulha.
Por razões óbvias, foi o vestido branco esvoaçante de Marilyn Monroe que entrou para a história como uma das imagens mais sexies do cinema. A atriz também vivia em cima de sapatos de salto, que se popularizaram depois da Segunda Guerra Mundial. Ela declarou certa vez: “Não sei quem foi o inventor do salto alto, mas todas as mulheres devem muito a ele!”.
Outra que literalmente se equilibrava nos sapatos era a atriz e bailarina Ginger Rogers, célebre parceira de Fred Astaire. Muitos críticos acusam a indústria cinematográfica de não fazer jus ao trabalho de Ginger. Uma frase famosa diz que “Ginger Rogers conseguia fazer exatamente a mesma coisa que Fred Astaire – só que de costas e de salto alto!”.
A cantora Carmen Miranda fazia jus ao título de “pequena notável”. A portuguesa radicada no Brasil media 1,53 metro, combatidos com saltos plataforma e estratégicos arranjos na cabeça.
Quando pediu divórcio de Tom Cruise, Nicole Kidman foi ácida: “Agora eu posso voltar a usar salto alto”. A atriz australiana mede 1,79 metro – quase 10 centímetros a mais que o ex-marido de 1,70 metro.
