Foi o documentarista, produtor e diretor Merian C. Cooper quem criou King Kong. Ele teve a ideia de filmar uma história sobre um gorila gigante solto em Nova York (EUA) inspirado pela obra do inglês Edgar Wallace.
O projeto ganhou força na década de 1920. Nessa época, Cooper estabeleceu uma parceria com o cameraman Ernest B. Scgiedsack e com o chefe dos estúdios RKO David O. Selznick.
King Kong não era um monstro como outro qualquer. Morador da Ilha da Caveira (habitada por animais pré-históricos), foi capturado para ser exibido como atração num circo americano. Mas consegue escapar. Em Nova York (EUA), apaixonado por Ann Darrow, que fazia parte da expedição e a quem tinha salvo de um grupo de selvagens, o primata a leva para um passeio no topo do Edifício Empire State, então o mais alto prédio do mundo. A cena é uma das mais conhecidas na história do cinema.
O animal que mais se aproxima de Kong é o primata Gigantopitheus blacki, que viveu há 7,3 milhões de anos nas florestas de bambu da China. Herbívoro, tinha mais de 3 metros de altura e pesava 500 quilos.
O filme de Cooper chegou aos cinemas em 1933. O diretor utilizou um modelo de 40 centímetros para “interpretar” o gigantesco macaco. Nas cenas que exigiam maior interação entre o personagem e o elenco humano, empregou-se um enorme antebraço mecânico.
O bramido do supermacaco era, na verdade, de um leão.
Quando foi convidar a atriz Fay Wray para interpretar o papel de Ann Darrow, Cooper disse que ela faria par romântico com um ator “mais alto e moreno”. Wray achou que o diretor se referia a Clark Gable.
Diante do sucesso do longa, foi rodada às pressas uma sequência batizada de O Filho do King Kong (1933).
Em 1976, o produtor Dino De Laurentis fez um remake do filme original. O maquiador Rick Baker interpretava o macacão. A obra também teve uma sequência: King Kong Lives! (King Kong Vive!), lançada em 1986.
Em 2005, o diretor Peter Jackson decidiu ressuscitar King Kong em nova refilmagem. A produção demorou 8 anos para ganhar vida.
O gorila que aparece no longa de Jackson é interpretado pelo ator Andy Serkis. Ele estudou o movimento dos símios visitando por um mês o zoológico de Londres (Inglaterra) e realizando uma viagem para a reserva florestal de Ruanda (África).
Jackson possuía um monte de objetos do filme de 1933, e utilizou diversos deles na sua produção.