Vincent Price: o astro do terror acabou na cozinha
Marcelo Duarte
Seu apelido era King of the Grand Guignol (Rei do Grande Guignol).
Em 1951, ele fundou a Vincent Price Gallery and Art Foundation, na East Los Angeles Community College, faculdade que estava celebrando seus 45 anos.
Depois de trabalhar em muitos filmes pouco expressivos, foi atuar em produções de terror de orçamento pequeno. Sua marca registrada era o senso de humor negro.
Na metade da década de 1970, ele abandonou o cinema e foi apresentar programas culinários na TV. E como ávido goumert, escreveu vários livros de culinária.
No ano de 1975, o ator representou “o espírito do pesadelo” no especial “Alice Cooper: o pesadelo”.
Ele fez a narração do fantasma em Phantom Manor na Euro-Disney. Porém, houve reclamações da voz tenebrosa e a locução foi trocada pela de um fantasma que falava francês.
Vincent era um notório supersticioso. Certa vez, brincou que tinha uma ferradura e um crucifixo na porta de entrada de sua casa.
A atriz Cassandra Peterson, protagonista de Elvira, a rainha das trevas, era sua amiga íntima.
Pouco antes de morrer, ele disse que uma de suas atuações favoritas foi ter feito a voz do professor Ratingan em O ratinho detetive (1986), especialmente porque duas músicas originais tinham sido escritas por ele.
Ele foi cremado e suas cinzas foram jogadas ao mar.