A HISTÓRIA DAS

URNAS ELETRÔNICAS

NO BRASIL

Thomas Alva Edison, um dos maiores inventores de todos  os tempos, desenhou uma "máquina de votar" em 1870.

O americano

publicou também, em sua edição de 28 de outubro de 1928, a ilustração de um modelo de "máquina de votar".

O "Jornal do Brasil"

o Código Eleitoral de  1932 passou a prever a possibilidade de as eleições serem realizadas por meio  das tais “máquinas de votar”.

Até que

projeto real só foi desenvolvido em 1958 pelo sociólogo mineiro Sócrates Ricardo Puntel.  Para conseguir dinheiro e desenvolver a máquina,  ele teve que vender imóveis.

Mas o primeiro

como passou a ser chamada,  era formada por duas teclas  e duas réguas, que indicavam para quais cargos eram a votação. O modelo, assim  como todos os outros oferecidos na época, não foi considerado acessível, funcional e seguro.  A máquina de Puntel está guardada hoje no Museu do Voto, do TSE, em Brasília.

A "urna mecânica",

no primeiro turno da primeira eleição presidencial depois  da redemocratização, em  15 de novembro de 1989,  372 eleitores da 90ª zona eleitoral da cidade votaram, pela primeira vez e em  caráter experimental, em  um computador. O projeto  foi desenvolvido pelo juiz Carlos Prudêncio

Em Brusque (SC),

modelo de urna eletrônica utilizado em larga escala foi criado e aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 1995.  O projeto foi desenvolvido pelo TRE de Minas Gerais  e a autoria foi atribuída a um “grupo de notáveis” formado  por desembargadores, juristas e outros funcionários da  Justiça Eleitoral.

O primeiro

nas eleições municipais, 32% do eleitorado, concentrado  em 50 cidades, votou na  urna eletrônica. O modelo  era muito semelhante ao atual. A diferença básica é que havia uma impressora para que o voto fosse depositado  em uma outra urna.

Em 1996,

com votação para presidente, governador, senador e deputados federal e estadual, 57,6% do eleitorado já votou na urna eletrônica. A Lei Geral das Eleições, de 1997, havia extinguido a obrigatoriedade do registro impresso do voto. Não foi mais utilizada a impressora para depósito em outra urna.

Na eleição de 1998,

todos os candidatos passaram a ser identificados por foto.

Ainda em 1998,

de 2000, todos os eleitores brasileiros passaram a utilizar  a urna eletrônica. Desde então, apenas em casos de extrema necessidade (como quedas de energia somadas a falhas nas baterias internas da urna ou ainda problemas técnicos) é utilizada a cédula de papel enquanto o problema é resolvido.

Nas eleições municipais