A história do cachorro-quente

a salsicha ainda gera muita  polêmica quando o assunto  é a sua origem. Tradicionalmente,  diz-se que a invenção aconteceu  em 1484, na cidade de Frankfurt,  na Alemanha. Elas eram  servidas em solenidades  de coroações imperiais.

Popular no mundo inteiro,

diz que o verdadeiro criador  foi o açougueiro alemão Johann  Georg Lahner, da cidade de Coburg, que teria viajado até Frankfurt para apresentar sua novidade, no final do século XVII.  Mas há outras histórias.

Uma versão

alemão Charles Feltman levou  as salsichas para Coney Island,  em Nova York, Estados Unidos,  em 1867. Ele mandou fazer  um carrinho com um fogão para  ferver as salsichas e guardar  os pãezinhos. Os sanduíches ganharam o nome de  "Red Hot de Coney Island".

O imigrante

durante a Feira Mundial de  Saint Louis, nos Estados Unidos, Anton Ludwig Feuchtwanger, vendedor de salsichas quentes, bolou uma maneira de seus fregueses não queimarem as  mãos. Ele oferecia luvas de  algodão limpíssimas.

Em 1904,

esqueciam de devolvê-las.  Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse  as luvas de lado e começasse  a usar pães para não ter prejuízo.

Só que os clientes

o nome de hot-dog (cachorro-quente) ao sanduíche? O termo teria aparecido em abril de 1901, nas arquibancadas do estádio Polo Grounds, durante de um jogo de beisebol do New York Giants, onde ambulantes passavam anunciando: “Salsichas dachshund quentinhas!”.

Mas quem deu

designava tanto a raça de  cachorro alemã de corpo comprido quanto a salsicha, justamente  pela semelhança do formato  do embutido com os cãezinhos alemães.

“Dachshund”

Thomas Aloysius "Tad" Dorgan,  do "New York Journal", teria aproveitado a deixa para ironizar  a expressão dos ambulantes, publicando um desenho de  cães dachshunds enrolados  em cobertores (e, portanto, bem quentinhos!).

O cartunista

certeza sobre a grafia correta da raça, escreveu apenas “Hot Dogs!” (cachorros quentes). A história é curiosa, mas não se sabe se é verdadeira: esse desenho nunca foi encontrado por historiadores.

Como ele não tinha

aponta a origem do termo para o ambiente universitário americano, nos anos de 1890. Nessa época, era tradição a venda de salsichas no alojamento da Universidade de Yale. Os ambulantes eram conhecidos como “carrinhos de cachorros”, uma referência sarcástica à misteriosa origem da carne da salsicha. O produto vendido nos “carrinhos de cachorros” acabou virando “cachorro-quente”.

Outra versão

"cachorro" era usado como sinônimo de salsicha desde os anos 1800, pois havia acusações que os fabricantes usavam mesmo carne de cachorro no produto.

O termo

de salsicha chegou ao Brasil na década de 1920, com a inauguração da Cinelândia,  no Rio de Janeiro. O empresário Francisco Serrador vendia  o cachorro-quente em  seus cinemas.

Uma versão

foi tão imediato que, no  Carnaval de 1928, Lamartine Babo  e Ary Barroso lançaram a  marchinha "Cachorro-Quente". Osasco, na Grande São Paulo, é considerada a Capital Nacional do  Cachorro-Quente pela quantidade de barraquinhas instaladas no Calçadão da Rua Antônio Agu, no centro da cidade.

O sucesso

Nacional do Cachorro-Quente é comemorado em 9 de setembro - acredita-se que foi essa foi a data  da criação desse sanduíche, em 1884, na cidade de Nova York.  Mas os americanos festejam a  data em 23 de julho.

O Dia

fundada em 1916, é uma das mais antigas lanchonetes de hot dog  em atividade no mundo. Tem  hoje 80 mil pontos de venda em  14 países. A primeira loja,  em Coney Island, no bairro do Brooklin, em Nova York, existe até hoje e virou ponto turístico.

A Nathan's,

o famoso Concurso Nathan's de Comedores de Cachorro-Quente em 4 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos.

É lá que acontece

Créditos: Paul Martinka

Quem inventou o hambúrguer?