Para os adeptos desta religião, o indivíduo renasce constatemente de acordo com seu kharma, o saldo de ações negativas e positivas de sua existência atual e das anteriores. “Se a pessoa resolver suas pendências em uma encarnação, terá uma vida melhor na seguinte”, afirma Frank Usarski, professor de religiões orientais da PUC-SP. Com a transmigração, a alma não tem um corpo só, já que a encarnação é provisória. “Algumas vertentes dizem que a reencarnação pode vir no corpo de um animal”, diz o especialista em sociologia da religião Antônio Flávio Pierucci, da USP. Tudo está vinculado à lei do kharma: se nesta vida a pessoa paga as contas da passada, voltará mais evoluída na seguinte. Algumas mulheres hindus ainda praticam o suttee – suicidaram-se nas piras funerárias dos maridos para que a morte não os separe. O costume foi proibido por lei em 1829, mas um grande número de viúvas ainda o segue.