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Curiosidades sobre compositores clássicos

24 de abril de 2019

Johannes Brahms (1833-1897)

O músico costumava destruir os originais que não eram aprovados por sua severa autocrítica. Ele compôs para quase todos os gêneros musicais, exceto ópera. Brahms era amante da mulher de Robert Schumann, outro compositor de música clássica. No fim da vida, ficou conhecido pela barba proeminente.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)


Bach chegou a fazer aulas de piano, mas a maioria do que aprendeu foi por conta própria. Para assistir a um concerto do organista Dietrich Buxtehude, Bach caminhou 200 quilômetros. Como demorou 4 meses para voltar, o compositor acabou perdendo o emprego.

Bach se casou duas vezes, e teve 20 filhos. Apesar de nenhum deles ter saído do anonimato, a maioria seguiu os passos artísticos do pai. Mais de 100 descendentes de Bach foram organistas de igrejas. Enquanto ele estava vivo, só 12 de suas 1100 composições foram replicadas.

Piotr Ilich Tchaikovski (1840-1893)

Na primeira vez que Tchaikovski regeu uma música sua em público, ele teve a alucinação de que sua cabeça iria se desprender a não ser que ele a mantivesse totalmente rígida. O músico só voltou a reger em público 10 anos depois. Tchaikovski se matou após injetar uma dose de arsênico nele mesmo. Especula-se que ele tenha se suicidado para se livrar da revelação de um escândalo homossexual.

O sonho do pianista polonês era que seu crânio fosse usado na famosa peça de William Shakespeare Hamlet. Tchaikowsky, que morreu em 1893, aos 46 anos, doou seu crânio à companhia teatral Royal Shakespeare Company. No entanto, o crânio precisou esperar até 2008 para estrear nos palcos. A companhia teatral precisou obter uma permissão especial da agência Human Tissue Authority, responsável pela regulamentação do uso de tecidos humanos no Reino Unido, porque o crânio tinha menos de 100 anos.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)


Quando tinha 5 anos, Mozart ganhou um violino. Quando seu pai descobriu o barulhento brinquedo, mandou o garoto jogá-lo fora. Nem esse trauma de infância impediu Mozart de viver de música.

Mozart escreveu a ópera Don Giovanni em um só dia, em 28 de outubro de 1787. Ela foi executada pela primeira vez no dia seguinte, sem qualquer ensaio. É difícil de acreditar, mas Mozart não era reconhecido como grande compositor e, em 1789 teve que pedir dinheiro emprestado a amigos para contornar as dificuldades financeiras. Morreu no dia 5 de dezembro de 1791, aos 35 anos, devido a complicações de uma nefrite crônica. Seu corpo foi enterrado em uma vala para indigentes, no cemitério de Saint Marx, em Viena, na Áustria. Ao longo de seus 35 anos, produziu cerca de 620 composições.

Ludwig Van Beethoven (1770-1827)


Seu sobrenome é derivado do nome da aldeia de Bettenhoven (“canteiro de rabanetes”), localizada na Holanda. É de lá que veio sua família. Para criar suas músicas, Ludwig van Beethoven despejava água gelada sobre a cabeça. Garantia que isso estimulava o cérebro. Aos 32 anos, sofreu perda parcial da audição. Quando compôs a famosa Nona Sinfonia, aos 46, não podia ouvir mais nada.

Beethoven dedicou sua sinfonia número 3 para Napoleão Bonaparte, mas riscou a dedicatória depois que o líder declarou-se imperador em 1804. A sinfonia número 5, de Beethoven, tem um rico detalhe escondido. Sua mais conhecida sequência de notas (“dun dun dun dah”) corresponde à letra V no código Morse. Na época em que compôs a obra, a Alemanha, país natal de Beethoven, estava em guerra. Inserir o “V de vitória” na composição foi a forma que o músico encontrou de demonstrar seu patriotismo.

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)


Ao longo da vida, Vivaldi compôs cerca de 500 concertos, além de uma série de óperas e peças religiosas. O músico não era muito modesto. Costumava dizer que compunha concertos com maior velocidade do que aqueles que tentavam copiá-los. Foi apelidado de Il Prete Rosso (“o padre vermelho”) por conta da cor de seus cabelos e do fato de ter estudado em um seminário. A maioria do trabalho de Vivaldi se perdeu no tempo. Parte dele foi encontrada em 1920 dentro de um baú. Assim como Mozart, Vivaldi morreu pobre, e foi enterrado em uma vala comum.

Gioachino Rossini (1792-1868)


Rossini compôs a maior parte de sua obra embriagado. A ópera O barbeiro de Sevilha teria sido escrita às pressas, em 13 dias, para o pagamento de uma dívida. Ela foi vaiada na estreia, no Teatro Argentina, em Roma, no ano de 1817. Por seus trabalhos serem descontraídos, Gioachino Rossini se tornou o predileto da sociedade da época. Ele recebeu o apelido de “Napoleão da música”.

Richard Wagner (1813-1883)


O compositor participou ativamente da fracassada revolução de 1848, na Alemanha. Ele e Franz Lizst, outro compositor clássico, tiveram de se refugiar depois que um mandato foi expedido para a prisão dos ativistas.

Exigia que o lugar onde trabalhava tivesse uma ambientação especial. Não eram permitidos objetos que o distraíssem. As cortinas de cetim deviam ser coloridas, de preferência nos tons violeta e vermelho. Também exigia a presença de tapetes grossos, perfumes para aromatizar o local e uma luz natural branda. A ópera mais longa da história é de autoria de Wagner. O Anel do Nibelungo (1876) tem 18 horas de duração. Era o compositor favorito de Adolf Hitler.

Igor Stravinski (1882-1971)


Stravinski era frustrado pelos sucessivos fracassos em compor trilhas para o cinema. Ele era tão ansioso para conseguir os trabalhos que uma vez compôs a trilha antes mesmo de assistir ao filme.

Giuseppe Verdi (1813-1901)

Filho de um taberneiro e de uma criadora de bicho de seda, Giuseppe Verdi revertia todo o dinheiro que ganhava com os direitos autorais de suas 28 óperas para sua fazenda em St. Agatha, na região da Sicília. Ele passou seus últimos dias na suíte 105/106 do Grande Hotel de Milão, que ainda hoje mantém os móveis da época e pode ser visitado. Em 1901, nos dias que antecederam sua morte, a rua do hotel foi coberta por colchões de feno para que o barulho das carruagens não perturbasse o maestro doente.

Verdi era um nacionalista italiano. Foi eleito membro do primeiro parlamento da Itália em 1860, logo depois que o país se tornou independente da Áustria.

Franz Schubert (1797-1828)


O grupo de amigos de Schubert era quase um fã-clube: promovia reuniões informais para tocar as obras do amigo.

Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959)


Villa-Lobos estreou como músico “modernista” na Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Apresentou “Sonata nº 2”, “Danças Características Africanas”, “Quarteto Simbólico” e “Impressões da Vida Mundana” em meio a vaias e urros da plateia. Em um dos concertos, entrou de casaca e de chinelos, porque estava com gota em um dos pés. Era um mitômano assumido (tinha mania de contar mentiras). Uma das histórias mais conhecidas envolvendo seu nome é a de que teria escapado por pouco de ser devorado por índios antropófagos.

 

 

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