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O Pan do Rio

24 de abril de 2019

 

  • A mascote da competição do Rio é um solzinho que usa uma camiseta com o logotipo do Pan. A população escolheu entre três nomes em uma votação: Cauê, Luca e Kuara.
  • Cauê, o nome escolhido, vem da linguagem Tupi, onde é usado como nome próprio. No idioma indígena a palavra pode ser traduzida como uma saudação, “Salve”, mas também costuma estar relacionada à inteligência e à sabedoria.
  • Na festa de abertura dos Jogos Pan-Americanos, o público vaiou o presidente Lula nas três vezes em que seu nome foi citado. Por causa disso, o presidente foi aconselhado a se retirar e não abriu oficialmente a competição que, por tradição, é declarado aberto pelo presidente do pais que recebe os Jogos. Lula não compareceu ao encerramento dos Jogos, o que não impediu que se nome fosse novamente vaiado.
  • Também na abertura dos jogos, o eterno presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), o mexicano Mário Vázquez Raña, iniciou seu discurso com a palavra “hoy”, que significa hoje em espanhol. Sarcástico, o público respondeu em coro com a saudação “oi”. Desconsertado, o mexicano tentou iniciar novamente o discurso com seu ” hoy” e novamente o publico brasileiro respondeu “oi”. Depois da segunda tentativa, Vázquez desistiu da introdução.
  • A piscina olímpica do Parque Aquático Maria Lenk foi equipada com um dispositivo luminoso para a largada. É que a atleta Marsha Watson, de Barbados, que disputou a prova dos 200 m borboleta, é surda e precisa de outro tipo de sinal, sem ser a campainha, para largar. Na Copa do Mundo de Natação de 2004, também no Rio de Janeiro, os organizadores instalaram um aparelho que vibrava no bloco de saída. Marsha ficou surda por causa de uma meningite aos 3 anos. A atleta ficou na sétima colocação nas classificatórias, e não disputou a final.
  • Uma faxineira da Vila Pan-Americana foi despedida depois de ter passado a noite com um atleta cubano. A moça, que trabalhava no turno da noite, entrou no quarto e foi pega pelas colegas saindo de lá só na manhã do dia seguinte.
  • A remadora brasileira Fabiana Beltrame aproveitou o assédio da mídia no Pan para estrelar um ensaio sensual num site especializado. Fabiana disse que só participou do ensaio porque “não era nada vulgar e também pelo cachê muito bom”. Fabiana não foi a única. Antes do início dos Jogos, sete atletas da Seleção Brasileira de Softbol posaram com trajes sensuais. Dirigentes da Confederação Brasileira de Softbol afirmaram que esta era uma ótima maneira de divulgar o esporte e, também, de “mostrar a beleza que existe por baixo dos uniformes”.
  • Antônio Castro, filho do ditador cubano Fidel Castro, esteve no Pan do Rio de Janeiro. Ele, que é cirurgião ortopédico, acompanhou a seleção de beisebol de Cuba.
  • A atleta de vôlei Regiane, que substituiu Jaqueline no último instante, não teve muita sorte com suas instalações na Vila Pan-Americana. A cama da atleta quebrou no meio e ela teve que dormir com o colchão no chão.
  • Os remadores brasileiros Allan Bittencourt e Anderson Nocetti se atrapalharam durante a prova do “dois-sem” e ficaram com a medalha de bronze. O locutor da prova, disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, anunciou “o Brasil ganha medalha de prata” um pouco antes da hora e a dupla parou de remar. Os dois só perceberam que ainda não tinham cruzado a linha de chegada quando foram ultrapassados pelos norte-americanos Daniel Beery e Patrick O´Dunne.
  • No dia 22 de julho, na final da competição masculina de handebol, jogadores do Brasil e da Argentina se desentenderam e protagonizaram uma briga nos segundos finais da partida. Faltavam apenas 21 segundos para o final e o Brasil vencia por 30 a 22. A guarda nacional precisou entrar na quadra para apartar a confusão, que teria começado por causa das provocações dos brasileiros Leo e Bruno Santana, que estavam no banco de reservas. No mesmo dia, outra briga marcou as finais do judô. A confusão começou quando o juiz puniu a judoca brasileira Érika Miranda, durante a disputa do “golden score” (ponto de desempate do judô), o que deu a medalha de ouro à cubana Sheila Espinosa. A torcida não gostou da decisão e começou a jogar lixo no árbitro e na delegação cubana, que não deixou quieto e iniciou uma briga com os dirigentes brasileiros. Sobrou até para o ex-medalhista Aurélio Miguel, que estava lá apenas como comentarista esportivo de uma emissora de televisão.

 

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