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Em cada um dos Jogos

24 de abril de 2019

Amsterdã 1928 – O arquiteto Jan Wills, que projetou o estádio para os Jogos, construiu a primeira pira olímpica. 

Los Angeles 1932 – A mesma tocha projetada por Wills foi usada novamente.

Berlim 1936 – A tradição de acender a pira durante uma cerimônia foi resgatada na Alemanha nazista, por sugestão de um alemão membro do COI. Ela foi acesa no dia 1º de agosto.

Londres 1948 – A tocha dos primeiros Jogos pós-guerra só passou por países europeus.

Helsinque 1952 – Pela primeira vez a tocha foi levada a bordo de um avião. Com a tensão da Guerra Fria, os finlandeses não queriam passar pelos países do Leste Europeu. No mesmo ano, em Oslo, o símbolo olímpico fez sua estréia nos Jogos de Inverno. A tocha foi acesa no local considerado o berço do esqui, o Vale de Morgedal, na Noruega. Em 1964, a cerimônia também passou a acontecer em Atenas.

Melbourne 1956 – Como as provas de equitação foram realizadas na Suécia, a tocha viajou para Melbourne e também para Estocolmo.

Roma 1960 – A chama seguiu um percurso em homenagem às civilizações grega e romana. Para isso, foi levada até Roma a bordo do navio Américo Vespúcio e passou por monumentos históricos da Grécia e da Itália. Foi a primeira vez que o evento foi transmitido pela televisão.

Tóquio 1964 – O longo trajeto da tocha começou a bordo de um avião de Atenas à Constantinopla. Depois, a chama passou por várias cidades do Oriente Médio e Ásia.

Cidade do México 1968 – A tocha foi acesa por uma mulher pela primeira vez. A rota do símbolo olímpico foi a mesma percorrida por Cristóvão Colombo quando descobriu a América. Por isso, a tocha partiu de Atenas e foi direto à cidade natal do navegador, Gênova, para depois seguir para a capital mexicana.

Munique 1972 – O revezamento da tocha foi feito por seis mil pessoas, inclusive motociclistas.

Montreal 1976 – Para ir de Atenas até Ottawa, no Canadá, a chama foi transmitida por satélite. Lá, um dispositivo a laser acendeu a tocha.

Moscou 1980 – O legendário jogador de basquete russo Sergei Belov foi o último corredor a carregar a tocha. 

Los Angeles 1984 – A primeira olimpíada que faturou com a venda de produtos licenciados também arrecadou fundos com a tocha. Os patrocinadores desembolsaram três mil dólares a cada quilômetro percorrido pela chama. A Grécia não aprovou a iniciativa, e a tocha acabou não passando por outras cidades do país.

Seul 1988 – A tocha foi levada a bordo de um avião de Atenas para a ilha Cheju e depois seguiu nas mãos de 20.899 corredores, durante 26 dias.

Barcelona 1992 – Um arqueiro acendeu a pira ao lançar uma flecha em chamas, mas a pontaria de Antonio Rebollo não era tão boa assim – veja mais nos fatos mais curiosos de 1992.

Atlanta 1996 – A tocha teve que ser acesa novamente durante seu percurso, graças a ativistas alemães que a apagaram em Berlim. O ex-lutador Muhammad Ali acendeu a pira.

Sydney 2000 – A nave americana Atlantis, que já estava no espaço, levou uma réplica da tocha.
Atenas 2004 – Criado pelo artista grego Andreas Varotsos, o desenho da tocha parece uma continuação da chama. Foi a primeira vez que ela atravessou os cinco continentes. Ao chegar a Atenas, durante a cerimônia, a tocha foi apagada pelo vento no momento em que o presidente do Comitê Olímpico grego, Lambis Nicolau, a entregava à presidente do Comitê de Organização Gianna Angelopulos Daskalaki. A atriz que representava o papel de sacerdotisa dos templos gregos teve que retornar à pira no centro do estádio para reacender a tocha e entregá-la novamente.

Pequim 2008 – O revezamento internacional da tocha olímpica dos Jogos de Pequim-2008 foi marcado por protestos e confusão. Manifestantes de todo o mundo protestaram contra a política interna e externa da China, principalmente no que diz respeito ao Tibet, país que busca a emancipação com relação aos chineses desde 1949. Por onde passou, a tocha teve que ser protegida por fortes esquemas de segurança, já que ela quase foi apagada em algumas ocasiões. A bandeira do Tibet foi o grande símbolo das manifestações no percurso.

Londres 2012 – A tocha dourada foi feita de revestimento de liga de alumínio, com 8 mil círculos perfurados, representando as histórias das 8 mil pessoas que carregaram no revezamento. Pesava oitocendos gramas e tinha oitenta centímetros de comprimento. A cidadã ingles Diane Gold, de cem anos, foi a pessoa mais velha do mundo a carregar uma tocha olímpica. Ela foi desenhada por Edward Barber e Jay Osgerby.

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