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Preconceito no futebol

24 de abril de 2019

 

  •  A Nike lançou em fevereiro de 2005 uma campanha contra o preconceito no futebol. Lançada durante uma partida do Paris Saint-Germain contra o Lens, contou com a participação de jogadores como Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Adriano. Na mesma ocasião, torcedores ergueram bandeiras com o símbolo nazista e uma faixa dizendo “Adiante, brancos”.
  • Também em fevereiro, o árbitro Alfonso Perez Burrull teve que interromper um jogo entre o Málaga e o Espanyol. Sempre que o goleiro do Espanyol Carlos Kameni pegava na bola, a torcida imitava macacos.
  • O zagueiro Fabão acusou o atacante argentino Frontini de tê-lo chamado de Macaco durante uma partida contra seu time, o São Paulo, e o Marília.
  • Ronaldinho perdeu a cabeça e arremesou uma garrafa de água contra três homens que o xingaram de “Negro gordo”. O incidente ocorreu numa partida do Real Madrid, time do craque, contra o Málaga em fevereiro de 2005. No dia seguinte, ele se redimiu pedindo desculpas.
  • O zagueiro Wellington Paulo, do América-MG, levou uma suspensão de 30 dias por xingar o colega de time André Luiz de macaco.
  • Em abril de 2005, o zagueiro argentino Leandro Desábato xingou o atacante Grafite de “negrito de mierda”. Os times de ambos — Quilmes e São Paulo, respectivamente — jogavam uma partida pela Taça Libertadores da América. A televisão registrou o momento e, pouco depois do término do jogo, o agressor foi preso por crime de racismo. Ele pagou uma fiança de 10 mil reais e acabou extraditado do Brasil.
  • Poucos dias depois, em um jogo do Quilmes contra o River Plate (Campeonato Argentino), torcedores racistas ergueram faixas reiterando os xingamentos a Grafite. Uma o chamava de “Macaco” e outra de “Branca de Neve”.
  • O atacante Marco Antônio, do Campinense, acusou o árbitro Genival Batista Júnior de tê-lo chamado de “negro safado” e “macaco” durante um jogo valendo pelo campeonato Paraibano, em maio de 2005. Genival se justificou dizendo ter levado uma cabeçada do jogador, mas os responsáveis pelo caso não viram nada no vídeo da partida.
  • O diretor de futebol do Palmeiras Salvador Hugo Palaia criticou a oposição de Mustafá Contursi, ex-presidente do clube, à contratação do técnico Leão afirmando que o conselho deliberativo verde-e-branco tinha a “turma do quibe”. Mustafá considerou as declarações do colega “deploráveis e preconceituosas” e jurou tomar providências a respeito. O caso ocorreu em 19 de julho de 2005.
  • Em 12 de setembro de 2005, o goleiro Felipe entrou com uma queixa por racismo contra o então presidente do Vitória, Paulo Carneiro, porque ele havia lhe xingado de “negro safado”, “preto vagabundo” e “vendido”. O bate-boca ocorreu após o empate contra a Portuguesa, em um jogo do Campeonato Brasileiro. O resultado levou ao rebaixamento do clube para a segunda divisão. Por causa do incidente, Carneiro foi afastado da diretoria.
  • O Juventude foi condenado em 5 de novembro de 2005 por atos racistas de sua torcida. O caso ocorreu durante uma partida contra o Internacional um mês antes. Toda a vez que o volante adversário Tinga pegava na bola, algumas pessoas imitavam macacos. Com a derrota no processo, o clube perdeu dois mandos de campo e precisou pagar uma multa de 200 mil reais.
  • Em março de 2006, uma partida disputada em Caxias do Sul (RS) terminou com queixas ao ministério público. O atacante Antônio Carlos, do Juventude, foi acusado pelo volante Jeovânio, do Grêmio, de racismo. Durante o jogo, Antonio Carlos acertou uma cotovelada em Jeovânio e foi expulso da partida; ao deixar o campo, as câmeras de TV filmaram o atacante passando as mãos nos braços e na camisa, no que pareceu para muitos uma atitude preconceituosa. Jeovânio afirmou estar surpreso e chocado com o gesto, embora Antônio Carlos tivesse insistido que tudo não passou de um mal entendido.
  • O Zenit, campeão da Copa da UEFA 2007/2008, é considerado o clube mais racista entre os grandes da Rússia. Nenhum jogador negro foi contratado em toda a história do Zenit, fundado em 1925. Um exemplo do preconceito dos torcedores russos aconteceu no jogo contra Olympique de Marselha, da França, em 12 de março de 2008. Toda vez que o defensor Zubar, negro, tocava a bola, os torcedores imitavam macacos e arremessavam bananas em campo.
  • Também na Rússia, o atacante nigeriano Maazou, do CSKA, sofreu racismo durante a partida contra o Dínamo de Moscou, em 13 de maio de 2009. Os torcedores da equipe adversária imitavam macacos sempre que Maazou participava das jogadas, o que provocou sua substituição aos 28 minutos de jogo. Após a partida, o técnico do CSKA, Zico, mostrou-se indignado com a situação.

 

 

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