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10 curiosidades sobre a Copa de 1962 (Chile)

24 de abril de 2019

 

1. No dia da semifinal, contra o Chile, os jogadores almoçaram apenas sanduíches. Como o jogo era contra os donos da casa, o Brasil estava com medo de que algo pudesse ser colocado na comida do hotel.

2. O Mundial de 1962 foi palco de uma das mais violentas partidas da história das Copas. O clima entre chilenos e italianos não estava nada amigável. Isso porque a imprensa italiana havia pegado pesado com os anfitriãos, falando mal tanto do povo chileno como da infra-estrutura do país-sede, sem considerar que o Chile acabara de enfrentar um dos mais trágicos terremotos de sua história. Itália e Chile jogaram logo na fase de grupos, em partida cuja primeira falta aconteceu já aos 12 segundos. Não demorou para que o italiano Giorgio Ferrini fosse expulso, depois de cometer uma falta violenta em Honorino Landa. Ferrini se recusou a sair de campo e teve de ser retirado à força por policiais chilenos. Landa, por outro lado, aproveitou a confusão para desferir um soco num italiano, ato totalmente ignorado pelo juiz. Depois de outra falta, o chileno Leonel Sánchez aproveitou a brecha do juiz e socou o italiano Mario David, que acabou expulso por revidar de forma ainda mais violenta. Sánchez, não satisfeito, mandou uma canhota no italiano Humberto Maschio, e quebrou o nariz do jogador. Os policiais ainda tiveram que voltar a campo três vezes para apartar jogadores até o fim do jogo. O Chile ganhou por 2 x 0, e a partida ganhou o apelido de “Batalha de Santiago”.

3. No jogo entre Brasil e Inglaterra, o árbitro parou a partida duas vezes e saiu correndo atrás de cachorros que invadiram o campo. Na primeira vez, o animal driblou o brasileiro Garrincha, mas foi capturado pelo inglês Greaves, que teve de ficar de quatro e ir se aproximando do cachorro. Na segunda, o invasor canino não foi pego. Entrou no campo, passeou pelo gramado, passou por baixo do alambrado e sumiu.

4. Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira, usou também no Chile o mesmo terno marrom que serviu de amuleto na Suécia, em 1958.

5. A superstição pegou a imprensa brasileira: depois da vitória inaugural, todos os jornalistas foram obrigados a trabalhar com a roupa daquele primeiro jogo. Quem mudasse uma peça sequer era impedido pelos companheiros de entrar.

6. O craque Garrincha disputou a final contra a Tchecoslováquia com 38 graus de febre. A seleção adversária tinha dois jogadores escalados para vigiar o brasileiro. O placar final foi de 3 x 1 para o Brasil.

7. A Copa de 1962 acabou com 6 jogadores empatados na artilharia, cada um com 4 gols: Garrincha (Brasil), Vavá (Brasil), Flórián Albert (Hungria), Valentin Ivanov (URSS), Drazan Jerkovic (Iugoslávia) e Leonel Sánchez (Chile).

8. Pelé só marcou um gol na Copa de 1962, no primeiro jogo disputado pelo Brasil, que garantiu a vitória sobre o México. É que o craque se machucou e foi cortado da equipe logo depois do segundo jogo da Seleção Brasileira no Mundial, contra a Tchecoslováquia. Amarildo, seu substituto, marcou dois gols logo em sua estreia, na partida contra a Espanha, vencida por 2 x 1 pelos brasileiros.

9. A seleção chilena de 1962 levava a superstição a sério. Para dar sorte no jogo, a equipe costumava devorar um prato típico do país adversário, logo antes da partida. Quando enfrentaram a Suíça, comeram queijo suíço;  antes de jogar contra a Itália, mandaram ver um prato de espaguete. E antes do jogo contra a URSS, pelas quartas-de-final? Não tiveram dúvida: encheram a cara de vodca, entraram em campo embriagados e venceram por 2 x 1.

10. Ao sagrar-se campeão da Copa de 1962, o Brasil foi a segunda seleção a conseguir vencer dois Mundiais consecutivos. A primeira foi a Itália, que ganhou as Copas de 1934 e 1938. Até hoje, ninguém mais conseguiu igualar o feito.

 

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