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Uma escuderia brasileira

24 de abril de 2019

1. De 1975 e 1982, o Brasil teve uma escuderia competindo na Fórmula 1. No começo ela se chamava Copersucar. Depois passou a ser Fittipaldi. Recebeu dois apelidos: Açucareiro, por causa do patrocínio da Copersucar, e Tartaruga, pelos resultados ruins. A escuderia disputou um total de 104 GPs.

2. Em um primeiro momento, o “barão” Wilson Fittipaldi fez de tudo para que os filhos Emerson (piloto tricampeão mundial) e Wilson Fittipaldi Júnior desistissem da ideia. Até mesmo cortou a ajuda financeira que dava a eles, mas não resolveu.

3. A primeira exibição oficial do carro foi em um evento em Brasília em 16 de outubro de 1974. A estreia oficial aconteceria na temporada seguinte.

4. Na primeira corrida que fez, na Argentina, em 1975, o Copersucar pegou fogo na pista.

5. A Coperscuar foi a primeira (e, por enquanto, única) escuderia sul-americana a competir na Fórmula 1. A Skol também patrocinou os carros, mas, com o tempo, a imagem negativa dentre os próprios brasileiros (já que o carro não conseguia disputar as primeiras posições) fez com que os patrocinadores se afastassem.

6. Ainda assim, alguns resultados conquistados são dignos de nota. Os melhores resultados foram o 2º lugar de Emerson Fittipaldi no GP do Brasil, em 1978, e os terceiros lugares de Keke Rosberg no GP da Argentina e Emerson Fittipaldi no GP do Oeste dos Estados Unidos em 1980.

7. A temporada 1980 foi a melhor dos Fittipaldi. Foram 11 pontos conquistados e o oitavo lugar no mundial de construtores, à frente da tradicionalíssima Ferrari. Em 1978, a equipe brasileira já havia superado McLaren e Williams.

8. Sete pilotos passaram pela equipe: os brasileiros Wilson Fittipaldi Júnior, Emerson Fittipaldi, Chico Serra, Ingo Hoffmann e Alex Dias Ribeiro, o finlandês Keke Rosberg e o italiano Arturo Merzario.

9. A despedida foi no GP de Las Vegas em 1982. O único carro da equipe naquela temporada, o do brasileiro Chico Serra, não completou a prova.

10. Em 2004, o carro voltou ao autódromo de Interlagos totalmente restaurado para uma pequena exibição. Christian Fittipaldi, neto do barão e filho de Wilson Fittipaldi Júnior, foi um dos pilotos.

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