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10 curiosidades sobre o peru de Natal

24 de abril de 2019
  1. O peru (ou guajalote, em espanhol) é originário do México. No século 15, os astecas ofereceram uma dessas aves ao conquistador Hernán Cortés. Ele gostou tanto do sabor que levou alguns exemplares consigo para a Espanha.
  2. Na Itália, o peru é conhecido como gallo d’Índia (ou dindio / dindo); na França, como coq d’Índe ou dinde; e na Alemanha, como calecutischerhahn, numa referência a Calcutá, cidade da Índia. Mas por que essa relação com a Índia, se o peru é uma ave tipicamente americana? Tudo porque, quando Cristóvão Colombo, ao chegar à América, conheceu o peru, pensava estar desembarcando nas Índias.
  3. Fez tanto sucesso na Europa que, em 1549, foi oferecido à rainha Catarina de Médicis, em Paris. No banquete foram servidas 100 aves (70 “galinhas da Índia” e 30 “galos da Índia”). Era tão apreciado que se tornou o símbolo de alimento das grandes ocasiões.
  4. O filósofo da gastronomia Brillat Savarin (1755-1826) diz que o peru “é a maior, se não a mais fina, pelo menos a mais saborosa entre as aves domésticas, pois possui a qualidade única de reunir em torno de si todas as classes da sociedade”. Tanto homens do povo como os aristocratas juntavam-se para saborear o peru em comemorações.
  5. O peru chegou ao Brasil graças ao catarinense Atílio Fontana, fundador da Sadia. E o hábito de comer a ave no Natal foi influência da cultura americana.
  6. Nos Estados Unidos, os índios criavam perus antes da chegada dos ingleses. Depois que os colonizadores chegaram, para comemorar a primeira grande colheita de produtos cultivados, os índios serviram peru. A partir de então, criou-se o hábito de comer essa ave em comemorações. Hoje, é prato obrigatório no Thanksgiving, ou Festa de Ação de Graças.
  7. Os norte-americanos e ingleses chamam o animal de turkey (“turco”, em inglês) porque a ave, proveniente do México, era transportada pelas naus até a Espanha. De lá, comerciantes turcos a levavam até a Inglaterra. E a origem do mercador foi estendida à mercadoria.
  8. No Brasil, são devorados cerca de 7 milhões de perus a cada Natal. O número é alto, mas não chega aos pés do que se consome nos Estados Unidos: 22 milhões de perus no Natal e 44 milhões no Dia de Ação de Graças.
  9. Em Portugal, Itália e Espanha, também faz parte da tradicional mesa natalina o frango capão (galo castrado). O bicho tem seus órgãos sexuais cortados com poucos dias de idade e, por isso, come e engorda mais.
  10. O hábito de comer frango capão nas comemorações de fim-de-ano surgiu na Roma antiga. Um dos governantes se irritou com o barulho feito pelos galos de manhã cedo e conseguiu aprovar uma lei banindo a ave. Para contornar a situação, os produtores passaram a castrá-las, o que fazia com que parassem de cantar. Depois, descobriu-se que o aumento de peso provocado por esse procedimento tornava a carne bastante saborosa.

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