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A origem do Dia do Trabalho (01/05)

24 de abril de 2019

As condições de trabalho ainda eram muito difíceis em 1886, passados 100 anos da Revolução Industrial. Os salários eram baixíssimos e a população vivia em péssimas condições. Aos poucos, a classe trabalhadora conseguiu se unir e colocou em discussão as reivindicações do proletariado. Entre elas estavam reajustes salariais e diminuição da jornada de trabalho. Enquanto França, Inglaterra e Alemanha já haviam reconhecido os direitos trabalhistas, nos Estados Unidos os empregados ainda lutavam contra a falta de atitude dos governantes.

No dia 1º de maio daquele ano, durante um confronto entre grevistas e a polícia, a explosão de uma bomba deixou quatro manifestantes e três policiais mortos. Apesar de testemunhas afirmarem que eles não tinham jogado a bomba, oito manifestantes foram presos. Albert Parsons, líder da Associação Internacional de Trabalhadores de Chicago, e os imigrantes alemães August Spies, Adolph Fischer, Louis Lingg e George Engel foram condenados à morte. O inglês Samuel Fielden e os alemães Oscar Neebe e Michael Schwab receberam a pena de prisão perpétua. No dia 10 de novembro de 1887, Lingg cometeu suicídio ao explodir uma banana de dinamite na boca. No dia seguinte, Parsons, Spies, Fischer e Engel foram enforcados em seu próprio cárcere, cantando “A Marselhesa”. Muitas pessoas acreditavam que o julgamento não tinha sido justo e, em 1893, o governador do estado de Illinois, John Peter Altgeld, perdoou Oscar Neebe, Samuel Fielden e Michael Schwab.

Apesar de ser o local de origem do 1o de Maio, nos Estados Unidos o Dia do Trabalho é comemorado na primeira segunda-feira de setembro. O presidente americano Grover Cleveland achou que comemorar o Dia do Trabalho nessa data poderia ser uma forma de celebrar as greves e, assim, fortalecer o movimento socialista. Então, resolveu homenagear os “Cavaleiros do Trabalho”, um sindicato de trabalhadores que promoveu uma manifestação em Nova York no dia 5 de setembro de 1822 – daí a escolha para a data. Os “cavaleiros” exigiam jornada de trabalho de oito horas, o fim do trabalho infantil, pagamento igual para os mesmos serviços e o fim dos bancos privados.

 

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