Origem do islamismo

11 de agosto de 2020

Essa religião foi criada pelo profeta Maomé (570-632), em Medina, na península Arábica. Filho de um dos guardiões da famosa Caaba — santuário dos muçulmanos —, Maomé ficou órfão aos oito anos e acabou sendo cria- do por um tio, Abu-Talib,  condutor de camelos. Aos 25  anos, casou-se com  a rica viúva Khadija, 15 anos mais velha, a quem já servia com dedicação. Trabalhava como comerciante. Venerava uma caverna do monte Hira, local de suas orações. Foi ali que lhe apareceu o arcanjo Gabriel, que revelou, em detalhes, a religião que Maomé deveria ensinar. No mesmo local, ele começou a proclamar os princípios básicos da religião. Muito tempo depois, esses ensinamentos foram transformados no Alcorão, livro sagrado do islamismo.

Segundo os muçulmanos, os ensinamentos de Jesus Cristo foram mal-interpretados pelos cristãos. Cristo é citado 25 vezes no Alcorão. Ele aparece ora como “filho de Maria”, ora como o “messias Jesus, filho de Maria”. Mas, para o islamismo, Jesus Cristo foi apenas um profeta.

Por volta de 616, Maomé já era chefe de um grupo fervoroso. Isso provocou a reação dos governantes de Meca, onde a religião oficial cultuava, como tradição, 360 deuses na Caaba. No dia 16 de julho de 622, Maomé fugiu de Meca para Medina para não ser assassinado. A data passou a marcar a Hégira, início da era muçulmana, do mesmo modo que o ano de nascimento de Cristo é o primeiro ano da era cristã. Seis anos depois, Maomé retornou a Meca em triunfo, destruiu os inúmeros ídolos da Caaba e transformou o antigo templo num santuário para seus fiéis.

Os muçulmanos têm vários deveres básicos. As orações devem ser feitas cinco vezes ao dia, com os fiéis sempre voltados para Meca (leste, no Brasil). Às sextas-feiras, todos os homens devem assistir a uma cerimônia na mes- quita e ouvir o sermão do meio-dia.

Durante o Ramadã (nono mês de seu calendário), é obrigatório o jejum e a abstinência de bebida, tabaco e relações sexuais. Além disso, os muçulmanos dão 10% de seus bens para a caridade e procuram fazer pelo menos uma peregrinação a Meca na vida. Lá eles participam da Hajj, a peregrinação anual ao santuário da Caaba. A cerimônia ocorre no último mês do calendário islâmico, que segue o ciclo lunar. Durante o Hajj, os homens vestem pedaços de tecido sem costura, e as mulheres deixam descobertos apenas as mãos e o rosto. A peregrinação inclui a ida ao monte Arafat (onde Maomé fez seu último sermão, no ano de 632), o apedrejamento de três pilares que marcam o local onde Satanás teria aparecido, o sacrifício de animais e a ida à Caaba (construção cúbica que teria sido erguida por Abraão e Ismael), ao redor da qual são dadas sete voltas.

Alá é o nome do Deus único do islamismo. Alcorão quer dizer “o livro”. A palavra Bíblia tem o mesmo significado. Além de representar a palavra textual de Deus, transmitida para o profeta Maomé, o Alcorão funciona como um código de leis que rege não apenas o comportamento religioso do muçulmano, mas também o social e o político.

Entre os muçulmanos, existem seitas e tendências. Os grupos mais conhecidos são os sunitas e os xiitas. Os sunitas pautam suas atitudes  por um documento chamado Suna, que reúne histórias da vida do profeta Maomé. Para os xiitas, a autoridade dos líderes religiosos, os aiatolás, deve estar acima de tudo numa sociedade islâmica. São considerados fanáticos por seguirem as tradições à risca. Respeitam a Suna, mas estão mais atentos ao Alcorão.

Leia também:
Os líderes do islamismo
10 curiosidades sobre o islamismo

Artigos Relacionados

10 curiosidades sobre Maomé

10 curiosidades sobre Maomé

Segundo o Islamismo, o único mensageiro de Alá é Maomé, também chamado de Mohammad. Ele nasceu em Meca, na Arábia Saudita, no ano de 570 d.C. Seu pai, Abd Allah, morreu em uma batalha antes de seu nascimento. Como sua mãe, Amina, faleceu quando ele tinha 6 anos, o tio...

10 curiosidades sobre o islamismo

10 curiosidades sobre o islamismo

Todos os ensinamentos contidos no Alcorão têm força de lei. Alá é o nome do Deus único do islamismo. Alcorão que dizer o livro, assim como a palavra bíblia. No Alcorão, Alá é identificado por 99 adjetivos. Três deles são "pacificador", "misericordioso" e "clemente"....

0 Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *