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Minas Gerais

24 de abril de 2019

 

  • Inaugurada em 1945, a Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, ficou fechada durante 14 anos. As autoridades religiosas não aprovavam o projeto revolucionário de Oscar Niemeyer. Diziam até que as linhas da torre do sino e da fachada lembravam uma foice e um martelo, símbolo do comunismo.
  • A rua do Amendoim, que fica no Bairro das Mangabeiras, em Belo Horizonte, é um fenômeno. Os carros sobem essa ladeira sozinhos. Já teve gente que jogou água e a água subiu a rua. É claro que isto é em velocidade lenta, mas acontece. Tem gente que diz ser ilusão de ótica, outros alegam ser algum magnetismo no final da rua.
  • Um carro-fantasma causou pânico aos moradores de Belo Horizonte no final da década de 1950. Certa noite, em 1957, ao cruzar um sinal, o carro sem motorista faz um policial desmaiar. A idéia foi do mecânico José Maria de Mattos, na época com 27 anos. Quando era chamado para socorrer carros quebrados, José Maria era obrigado a deixar seu carro no local e depois tinha que voltar para buscá-lo. Por isso, bolou um sistema de controle remoto para que o seu Dodge 1934 voltasse sozinho para a oficina.
  • No Brasil colonial do século XVIII, Ouro Preto chamava-se Vila Rica e estava no auge do seu poderio político e econômico. Era a maior cidade das Américas, com 120 mil habitantes, 3 vezes a população de Nova York. Estima-se que dali saiu, entre 1770 e 1820, meio milhão de quilos de ouro.
  • Em 1973, 18 peças de ouro foram roubadas da Igreja Matriz do Pilar, de Ouro Preto. Ela tem 430 quilos de ouro espalhados em seu interior e 472 imagens de anjos.
  • A segunda igreja mais rica do Brasil está em Tiradentes. A Matriz de Santo Antônio é adornada com 480 quilos de ouro. Ela só perde para a Igreja de São Francisco, em Salvador.
  • Ouro Preto tem a casa com a menor fachada do país. Ela tem menos de 1 metro de largura e fica na Rua Conde de Bobadela.
  • O Museu do Oratório, instalado num casarão do século XVIII em Ouro Preto, já foi casa de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O acervo conta com 162 oratórios e mais de 300 imagens, inclusive uma esculpida em madeira pelo próprio Aleijadinho. Parte dos oratórios, criados entre o século XVII e o começo do XX, de madeira, barro, metal e até com conchas do mar, saiu das mãos de artistas do quilate de Manuel da Costa Ataíde, o grande pintor barroco brasileiro que se tornou célebre por pintar forros de igrejas. Surgidos na Europa medieval, os oratórios aportaram no Brasil juntamente com as caravelas de Pedro Álvares Cabral. Essas peças floresceram no século XVIII, durante o auge da mineração em Minas Gerais. Por trás desse museu está a colecionadora de arte Angela Gutierrez, que resolveu doar sua coleção de oratórios reunida em mais de 30 anos.
  • Ouro Preto e Mariana ficam no Vale do Tripuí, região onde os colonizadores portugueses encontraram o ouro mais puro do Brasil. Ele podia chegar a 23 quilates e ainda vinha coberto com uma camada de óxido de ferro. A cor escura do ferro é que deu origem ao nome ouro preto.
  • A Mina da Passagem é a mina de ouro mais antiga do país. Foi descoberta no ano de 1719, em Ouro Preto. Hoje é um ponto turístico. É possível descer os 120 metros, e logo na entrada uma imagem de Santa Bárbara protege os turistas de trovões e explosões. Portugueses e ingleses chegaram a retirar 35 toneladas de ouro dali. As escavações muito profundas formaram um lago dentro da mina, com águas transparentes e muito geladas.
  • A cidade de Mariana foi fundada em 16 de julho de 1696 pelo bandeirante paulista Salvador Fernandes Furtado de Mendonça. Inicialmente, o arraial chamava-se Nossa Senhora do Carmo. Em 1745, D. João V mudou o nome do local para “Mariana” –  nome foi dado em homenagem a sua esposa, a rainha Maria Ana D’Áustria. Mariana foi elevada à categoria de cidade e tornou-se sede do bispado.
  • Em 20 de janeiro de 1999, um incêndio destruiu a Igreja de Nossa Senhora do Camargo, em Mariana. A igreja foi construída em 1784 e era tombada pelo Patrimônio Histórico. O incêndio foi causado pelo estouro de uma lâmpada. As chamas se espalharam porque a igreja estava passando por uma restauração e havia por toda a parte um produto inflamável, à base de querosene, para matar cupins.
  • Uma das marcas registradas de São João Del Rey são os “jornais do poste”, colados em murais por toda a cidade. O primeiro deles foi feito pelo fiscal Joanino Lobosque em 1958.
  • A Maria-Fumaça que faz os 12 quilômetros entre São João Del Rey e Tiradentes, em Minas, é a mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Ela foi inaugurada em 1881.
  • A Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, tem um dos mais belos trabalhos de Aleijadinho. São os 12 profetas esculpidos em pedra-sabão, além das Capelas dos Passos, com 66 figuras, em tamanho natural, da Paixão de Cristo esculpidas em cedro e expostas nas 6 capelas da Via Crucis. O santuário foi mandado se erguido pelo minerador Feliciano Mendes, em pagamento à promessa de ter se curado de uma doença gravíssima.
  • Dona Beja foi um dos grandes mitos da história de Minas. Seu verdadeiro nome seria Ana Jacinta de São José e teria vivido em Araxá, no Triângulo Mineiro, no século XIX. Segundo os historiadores, depois de seduzir o ouvidor de Goiás, ela conseguiu a doação de 94.500 quilômetros daquele estado para Minas Gerais. Em 1976, o estilista Clodovil participou de um programa chamado “8 ou 800”, apresentado por Paulo Gracindo na Rede Globo. Ele respondia perguntas sobre Dona Beja e ganhou o prêmio máximo de 800 mil cruzeiros.
  • Entre as décadas de 1940 e 1960, as Termas de Araxá, uma estação hidrotermal e de fontes de água mineral com propriedades terapêuticas, era freqüentada por presidentes da República, políticos, empresários e nata dos colunáveis da época. As termas compõem o complexo turístico do Barreiro, do qual faz parte também o Grande Hotel de Araxá. Foi inaugurado em 1944 pelo presidente Getúlio Vargas, numa festa que coincidiu com o seu aniversário. Nos primeiros anos de funcionamento, uma das grandes atrações era o cassino do hotel. O movimento era tanto que a pequena cidade, acessível apenas por estrada de terra, tinha vôos de hora em hora das três principais empresas de aviação do país na época.
  • Na cidade de Caldas está o hotel mais antigo em funcionamento no Brasil. É o Grande Hotel Pocinhos, inaugurado em 1899. Curiosidade histórica: o primeiro hotel do Brasil foi instalado em Santo André da Borda do Campo, fundada por João Ramalho na Capitania de São Vicente, em 1609. A vila iria receber a visita da comitiva de d. Francisco de Souza, governador das capitanias do Sul. Como não havia acomodação para tanta gente, a Câmara local autorizou o comerciante Marcos Lopes a construir um grande barracão, com divisórias formando quartos. A Câmara pagou as diárias e Marcos Lopes ganhou ainda com a venda de carne, bolinhos de beiju e farinha de mandioca.

    Livro reúne os endereços mais curiosos da capital de Minas Gerais

 

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