Como uma dona de casa desastrada criou o Band-Aid

24 de abril de 2019

A recém-casada Josephine Dickson era um desastre na cozinha. De tão inexperiente, ela vivia se cortando ou se queimando. Seu marido, Earl Dickson, trabalhava para a Johnson & Johnson, na época o maior fabricante de esparadrapos cirúrgicos dos Estados Unidos. Ele já estava prático em enfaixar as mãos da esposa com gaze e esparadrapo. Um dia, Dickson pensou em deixar curativos preparados para que a mulher pudesse colocá-los sozinha. Desse modo, não teria de se preocupar quando ela se cortasse e não houvesse ninguém para ajudá-la. Então, Dickson começou a fazer experimentos. Se a gaze e o esparadrapo fossem combinados, sua esposa conseguiria colocar o curativo com uma só mão. Esticou um pedaço de esparadrapo sobre a mesa com o lado adesivo para cima. Depois, dobrou um pedaço de gaze em forma de curativo e o colocou no meio do esparadrapo. Mas havia um problema: para deixar o curativo preparado, teria de desenrolar o esparadrapo, expondo a superfície  adesiva,  que secaria se ficasse assim por muito tempo. Dickson experimentou vários tipos de tecido para recobrir a fita adesiva, tentando encontrar um que não fosse muito difícil   de remover. A crinolina, tecido semelhante ao cetim, funcionou perfeitamente.

Quando a desastrada senhora Dickson se cortou de novo, ela simplesmente retirou a crinolina e recobriu seu corte com a invenção do marido. Os executivos da companhia gostaram tanto da ideia que fizeram dos curativos adesivos prontos para usar um novo produto. Os curativos foram vendidos sem um nome comercial até 1920, quando W. Johnson Kenyon, o superintendente da fábrica, sugeriu bandaid band (faixa em inglês), por causa do pedaço de esparadrapo, e aid (socorro, ajuda), por causa de first-aid (primeiros socorros). Earl Dickson foi recompensado por seus esforços com várias promoções e, na época de sua aposentadoria, em 1957, era o vice-presidente da Johnson & Johnson.

Com a vinda da empresa para o Brasil, em 1933, entre a variedade de produtos que começava a ser produzida e comercializada estavam a atadura adesiva Band-Aid e o Band-Aid líquido, vendidos principalmente para hospitais. O sucesso do curativo Band-Aid foi crescendo gradativamente, e a Johnson resolveu, em novembro de 1947, lançá-lo diretamente ao consumidor.

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