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As diferentes formas de identificar o Brasil

6 de setembro de 2014

Não são somente a bandeira, o traçado do mapa e a camisa da Seleção Brasileira que representam o nosso país. As siglas BR e BRA também nos pertencem na internet, na ONU, na FIFA, no COI e nos Correios. Há – e aí é que vem a ideia dessa reportagem – outras formas bem mais curiosas de identificar o Brasil e homenagear mais um aniversário da nossa independência.
Ligações internacionais:
A União Internacional de Telecomunicações (UIT) é a organização internacional mais antiga em funcionamento. Criada em 1865 com o objetivo de normatizar as discagens internacionais, a UIT elaborou o código de Discagem Direta Internacional de cada país, possibilitando ligações internacionais entre telefones de todo mundo, sem a ajuda de telefonistas. Os números iniciais são divididos por continentes: América do Norte e Central = 1; África = 2; Europa = 3 e 4; América do Sul e alguns países da América Central = 5; Ásia e Oceania = 6, 7, 8 e 9. O Brasil acabou caindo com o 55.  Apesar de ser nosso vizinho, o Uruguai foi identificado com o 598. Países pequenos da América do Sul, como Paraguai, Uruguai e Equador, começam com 59 e ainda ganharam um número extra. Desde 1947, a UIT é uma agência da ONU.

Os prefixos dos principais países ao redor do mundo

Os prefixos dos principais países ao redor do mundo

Aeroportos:
Os 17 aeroportos internacionais brasileiros são identificados pela sigla “SB”. Depois do “SB”, outras duas letras complementam a sigla. O Aeroporto Internacional de Macapá, por exmplo, possui a nomenclatura “SBMQ”, já o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, é chamado de “SBPA”, de acordo com a sigla ICAO, da Organização da Aviação Civil Internacional, que regula os nomes. Já em Cuba, por ser da América Central, o Aeroporto Internacional José Martí é identificado como MUHA. A primeira letra da sigla representa uma região do mapa (como vista na imagem abaixo) e as seguintes, o nome do país e do aeroporto.

O nome oficial dos aeroportos começam com a letra do continente

O nome oficial dos aeroportos começa com a letra respectiva do mapa da região

Código de barras:
Uma caixa de chicletes da marca Wrigley’s Juicy Fruit passou pelo leitor de código de barras, em 26 de junho de 1974, no Estado de Ohio, Estados Unidos, e inaugurou uma moderna maneira de otimizar o tempo dos atendentes e dos clientes. O sistema atual de códigos de barra foi criado pela empresa de informática IBM, em 1973. Só chegou ao Brasil em 29 de novembro de 1984, quando foi introduzida ao Código Nacional de Produtos. Cada barra preta do código funciona como um número, com 13 dígitos, identificado pelo leitor óptico. Os três primeiros números mostram em que país o produto foi feito ou registrado. O número do Brasil é o 798.  O órgão regulador internacional dos códigos de barras é a GS1, que criou o código EAN-13 para identificar o número dos países que registraram os produtos. Também é possível encontrar o número 977 no começo de um código de barras, mesmo sendo produção nacional, pois esse conjunto de dígitos identifica o produto como uma publicação seriada (livros, revistas ou jornais), regulada pela ISSN (International Standard Serial Number). Esse código possibilita a exportação do produto mundo afora.

Se começar com 789, o produto foi registrado no Brasil

Se começar com 789, o produto foi registrado no Brasil

Chassi de carros:
Todo veículo possui uma espécie de RG, que é o número do chassi. Os primeiros carros numerados surgiram em 1954, nos Estados Unidos, mas não havia padronização – as montadoras os registravam como bem entendessem. A identificação dos chassis se tornou global em 1979, quando a Organização Internacional para Padronização criou a resolução ISO 3779. Os 17 números padronizados se tornaram obrigatórios para os veículos em circulação no Brasil a partir de 1986. Para saber se um carro brasileiro, é preciso verificar os 2 números iniciais. O primeiro número designa o continente onde foi fabricado, e o segundo o número ou letras do país. No caso brasileiro, o prefixo pode ser de “9A” até “9E”, ou de “93” até “99”. Só a título de curiosidade: um carro com chassi de “8A” até “8E” é argentino.

Identificando se o carro realmente é brasileiro

Identificando se o carro realmente é brasileiro

Porta-aviões:
Os porta-aviões brasileiros são chamados de NAe (Navio-Aeródromo). Historicamente, são dois: A11 – Minas Gerais e A12 – São Paulo. O A11-Minas Gerais, leiloado em 2001, era conhecido como NAeL (Navio-Aeródromo Ligeiro), já o A12, construído na década de 1960, é chamado de NAe. Na atualidade, apenas o porta-aviões NAe São Paulo está em funcionamento, comprado em 2001 da Marinha Francesa e que pode deslocar até 36 mil toneladas. Não há um órgão internacional que registre os porta-aviões. Por isso, os países o nomeiam como quiserem. Os navios ingleses são chamados de HMS (Her Majesty’s Ship – Navio de Vossa Majestade), os americanos de USS (United States Ship – Navio dos Estados Unidos) e os argentinos de ARA (Armada de la República Argentina – Armada da República Argentina).

A-12, o único porta-avião brasileiro

A-12, o único porta-avião brasileiro na atualidade

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