A história de 5 equipamentos de segurança para carros

7 de maio de 2021

Buzina
As buzinas acompanham os automóveis desde o seu nascimento. Na verdade até um pouco antes. Na década de 1880, no Reino Unido, as carruagens viviam envolvidas em acidentes com pedestres e animais. Assim, instaurou-se a obrigatoriedade de que todas elas viessem acompanhadas de um homem com uma bandeira vermelha e uma buzina.

Apesar de pertinente para a segurança, tal meio não era muito prático. Na virada do século XIX para o século XX, já com os automóveis, os motoristas passaram a comandar eles próprios as suas buzinas – além de outras variações como sinos e apitos. Na primeira década do século XX, surgiu na França e nos Estados Unidos a Sireno, uma buzina famosa por ser ouvida a um quilômetro e meio de distância.

O barulho é que não era nada agradável. Eis aí a grande revolução trazida pela klaxon, na década de 1920, que tinha um som potente, mas menos desagradável aos ouvidos. A palavra klaxon virou sinônimo de buzina em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil.

Seta e luz de freio
A atriz canadense Florence Lawrence foi uma das primeiras estrelas de cinema da história. Era também uma grande inventora. Em 1914, ela criou um braço mecânico que indicava aos motoristas que vinham atrás para qual lado o carro iria virar. É o que hoje, de maneira mais prática, com uma luz no lugar de um braço mecânico, conhecemos por “seta”. Anos mais tarde, Lawrence colocou no próprio carro uma pequena lanterna que se acendia sempre que os freios eram acionados. A ideia era alertar o carro de trás para a diminuição da velocidade, reduzindo assim o risco de acidentes. Nem o protótipo da “seta” e nem o da “luz de freio” chamaram atenção na época, mas hoje são itens de segurança indispensáveis.

Retrovisor
Ray Harroun, piloto de corridas, andou em um carro com espelho retrovisor em 1904, em Paris. Mas a invenção foi um desastre porque, com as vibrações do carro, o espelho se quebrou facilmente. Sete anos mais tarde, ele foi o vencedor da primeira edição da hoje tradicional prova das 500 Milhas de Indianápolis recriando este invento. Ele conseguiu criar um espelho que resistiria à demanda de uma prova automobilística e assim abriu mão da figura do copiloto, que geralmente era um mecânico que alertava o piloto para o que vinha atrás. Com o carro mais leve, Harroun venceu a prova. Mas perdeu a patente do invento, que só foi registrada em 1921 por Elmer Berger, que colocou a peça nos carros produzidos em larga escala.

Cinto de segurança
Embora a patente do cinto de segurança seja de 1903, registrada pelo francês Gustave Désiré Liebau, e que antes disso, em 1896, modelos semelhantes já fossem utilizados em corridas na França, os cintos de segurança só chegaram aos automóveis produzidos em larga escala em 1958, com o Corvette, da Chevrolet.

Quatro anos mais tarde, em 1962, a Volvo lançou o cinto de três pontas, que ficava preso ao veículo e não ao assento, como é até hoje. Ao longo dos 50 anos seguintes, praticamente todos os estados norte-americanos passaram a exigir o cinto de segurança nos condutores. Em alguns outros, como Nova York, o cinto é obrigatório também em ônibus escolares. A primeira lei a tornar obrigatório o uso do cinto é de 1970, em Victória, na Austrália.

No Brasil, a lei pioneira do cinto de segurança foi a do governador Paulo Maluf, que em 1994 obrigou que todos os motoristas do estado de São Paulo utilizassem o cinto de segurança. Apesar das reclamações no início, a lei logo “pegou”, sendo inserida no novo Código de Trânsito Brasileiro em 1997.

Em 1995, um físico paranaense Miguel Ângelo Clemente inventou um sistema “corta-ignição”, ligado à bateria do carro, que impede a partida do carro e dispara um alarme se o motorista não colocar o cinto. Hoje, é comum que os carros tragam alarmes enquanto o motorista não coloque o cinto.

Estudos indicam que o uso do cinto de segurança reduz entre 50 e 80% o risco de lesões. Até porque “se algo pode dar errado, dará”. Essa é a “Lei de Murphy”, do capitão Edward Murphy Jr. escrita em um relatório que explicou uma falha no acelerômetro de um trenó-foguete desenvolvido pelo médico Coronel Joseph Paul Stapp, que no início do século XX já desenvolvia um projeto de cinto de segurança parecido com o do francês Liebau.

Airbag
John W. Hetrick inventou o airbag em 1952. A ideia surgiu depois de um leve acidente de trânsito em que Hetrick, engenheiro da marinha dos Estados Unidos, se envolveu junto da família. Sua ideia foi a de colocar uma bolsa inflável nos automóveis que seria acionada em caso de colisão para impedir que a desaceleração brusca fizesse com que o motorista ou o passageiro se chocassem com o vidro ou com outra parte do carro. A ideia levou cerca de 20 anos para ser lapidada e começar a ser utilizada nos automóveis nos anos 1970. Em 1987, o airbag foi lançado no Salão do Automóvel de Frankfurt.

Embora seja considerado um item de segurança importante, o airbag já foi causador de algumas mortes. Na maioria dos casos, os airbags lançam estilhaços decorrentes da colisão contra os passageiros, com consequência semelhante a de uma facada ou um tiro. Em outros casos, a explosão do airbag sem que tenha havido uma colisão também causou ferimentos e mortes. Hoje, a tecnologia evoluiu e ocorrências como essa são menos frequentes, sendo menos comuns os “recalls” de veículos por causa desse problema.

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