Como os animais se comunicam

25 de junho de 2020

Quando estão sozinhos, os animais de uma mesma espécie precisam se encontrar para acasalar. Se já vivem em grupo, têm de estar aptos a alertar seus companheiros sobre eventuais perigos ou mesmo sobre sua insatisfação quanto a determinados comportamentos do membro da matilha. Quando os animais se encontram, precisam saber se estão diante de um amigo, inimigo, um predador ou até de uma presa em potencial. A comunicação, portanto, é essencial para a sobrevivência da espécie, e, assim como os humanos, os animais expressam fome, medo, raiva, disponibilidade para reprodução etc. Além da possibilidade da comunicação oral (através de cantos, gritos, ruídos etc.),  os animais também “conversam” muito por expressões corporais e faciais, liberação de odores, reações na pelagem.

Aves

Comunicam-se por meio de cantos e pios, que podem expressar atração, ataque, alarme etc. Também enviam mensagens através de sinais visuais, como pelos eriçados para demonstrar agressividade, uma dança para atrair o parceiro ou até a abertura da cauda, no caso do pavão, para demonstrar poder e supremacia.

Baleias

Todas as baleias, assim como alguns botos e outros mamíferos marinhos, comunicam-se por meio da ecolocalização, ou seja, um sistema complexo de ondas sonoras emitidas tanto sobre a superfície da água quanto debaixo dela. Quando um macho corteja uma fêmea, ele emite o conhecido “canto da baleia”, podendo entoar até trinta canções distintas.

Cachorros

Para mostrar o que sentem e desejam, os cães utilizam-se de latidos, rosnados, uivos, choros, movimentos de corpo, troca de olhares etc. No que se refere a latidos, para cada tipo de mensagem há diferenças de volume, tonalidade, duração e frequência de sons, e até uma linguagem corporal específica. O rosnar, por sua vez, na maioria dos casos representa insatisfação e ameaça de ataque. Interessante ainda é o uivo, que permite que os cães se comuniquem a longa distância. Também é importante citar as lambidas, umas de suas expressões máximas de carinho, ao lado de pulos e até do ato de se deitarem de barriga para cima, oferecendo o ventre em total rendição a outro cão ou ao dono.

Leia também: Por que os cachorros balançam o rabo?

Cavalos

Apesar de terem uma estrutura facial relativamente inflexível, os cavalos  são capazes de se comunicar por meio de olhar, posição de sobrancelhas, narinas, orelhas, lábios, cabeça, pescoço e rabo. Com todos esses elementos somados a relinchares e coices, os cavalos expressam curiosidade, surpresa, medo, submissão, irritação, agressividade, satisfação ou o que mais estiverem sentindo. Em uma manada, por exemplo, o líder (que geralmente é uma égua) pode conduzir o grupo para a direção que quiser, indo em frente ou emitindo sinais tão simples quanto uma virada de orelha. O pescoço arcado com orelhas pontudas, lábios e rabo relaxados, por sua vez, denotam interesse e energia. Cabe ao bom “ouvinte” interpretar essas e outras tantas falas que os cavalos são capazes de manifestar.

Formigas

Possuem no corpo uma série de glândulas que, dependendo do estímulo, exalam determinados odores. Quando deparam com um doce, por exemplo, elas liberam alguns feromônios (substâncias com odor característico) que alertam as outras do grupo sobre a presença do alimento.

Gatos

Precisos ao se expressar, os gatos ronronam de alegria, emitem gritos furiosos ou miados melancólicos. Também com expressões faciais, posturas, posições de cauda e até respos- tas na pelagem, geram diversos sinais para outros gatos, animais em geral ou mesmo para os humanos.

Quando os pelos dos gatos estiverem eriçados, as orelhas voltadas para trás e a boca aberta, é bom tomar cuidado, pois essa linguagem corporal exprime irritação. Esfregar o corpo contra uma pessoa ou animal, ao contrário, é uma demonstração de carinho.

Insetos

Assim como as formigas, muitos insetos se comunicam liberando feromônios, uma substância que exala odores reconhecidos pelos insetos. Entre os percevejos, por exemplo, a liberação de tais substâncias é a forma de os machos atraírem as fêmeas para o acasalamento. A descoberta de tal sistema de comunicação por parte dos pesquisadores, porém, está dando margem ao desenvolvimento de “falsos feromônios”, para que se possa atrair e capturar  as fêmeas de insetos que estejam assolando plantações.

Macacos

São capazes de se comunicar tanto por ruídos quanto por toques e gestos. É comum, por exemplo, grupos de macacos terem gritos específicos para alertar os companheiros sobre a presença de diferentes predadores. Especialmente em matas densas, onde a visão fica comprometida, os gritos são a principal forma de comunicação desses animais.

Fora isso, os macacos são capazes de se comunicar visualmente com gestos e expressões faciais que podem demonstrar medo e interesse. Para manifestar afeto, utilizam com frequência cócegas ou abraços. Entre os chimpanzés, o cafuné é um grande indicador de carinho. Quanto mais querido é determinado membro do grupo, mais cafuné ele recebe dos outros. Para mostrar liderança em relação ao grupo, os chimpanzés agarram grandes troncos e folhagens e começam a pular e a gritar, aliando sons e movimentos.

Peixes

Embora o ouvido humano muitas vezes não perceba, os peixes são capazes de emitir vários ruídos para se comunicar. Além disso, algumas espécies emitem sinais através de cores, adquirindo, por exemplo, outras tonalidades no momento do acasalamento. Ainda há peixes que dançam e se exibem para as fêmeas, esticando o corpo; esse mesmo esticamento pode significar, em outras situações, sinal de agressividade.

Também há peixes com o hábito de se esfregar em outros do cardume. Para o acasalamento, às vezes é preciso que o macho envolva a fêmea (como em um abraço) para que ela faça a postura de ovos.

Outra forma de comunicação entre os peixes é por descargas elétricas. Em situações de perigo, o cérebro envia determinados sinais elétricos aos músculos, que passam para a água. Outros peixes, então, são capazes de sentir as vibrações desses sinalizadores de perigo.

Pinguins

Com o conhecimento de causa de quem abriga o maior pinguinário do mundo, pesquisadores do zoológico de Edimburgo, na Escócia, constataram que os pinguins têm vozes diferentes e que se comunicam utilizando uma grande variedade de sons.

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1 Comentários

1 Comentário

  1. Josemir

    Aprendi a me comunicar com os meus felinos!!!

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