40 curiosidades sobre mulheres nas novelas

16 de fevereiro de 2021
  1. Rosamaria Murtinho estrelou um dos primeiros grandes sucessos das novelas diárias com A moça que veio de longe (1964). Ela fez par romântico com o galã Hélio Souto.
  2. Em Pigmalião 70 (1970), Tônia Carrero, no papel da milionária Cristina, lançou a moda do cabelo repicado, que ficou conhecido como corte pigmalião.
  3. Em Assim na terra como no céu (1971), o personagem de Francisco Cuoco (Vitor) abandonava a batina para se casar com Renata Sorrah (Nívea). O autor Dias Gomes recebeu um abaixo-assinado das alunas do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, rogando uma praga: o fantasma de Nívea acompanharia o dramaturgo pelo resto da vida.
  4. O ex-presidente Juscelino Kubitschek era fã de Selva de pedra (1972). Ao encontrar a atriz Regina Duarte disse que estava cansado de vê-la sofrendo tanto na história.
  5. Sandra Bréa fez corar muita gente em O bem amado (1973), no papel de Telma Paraguaçú, filha de Odorico, interpretado por Paulo Gracindo. Jovem, ela se envolvia amorosamente com um médico bem mais velho, interpretado por Jardel Filho.
  6. Em O rebu (1974) toda a história (132 capítulos) se passava numa festa. Ao final, Arlete Salles desabafou: “Quando tirei aquele vestido pela última vez eu não podia mais vê-lo nem em sonho”.
  7. O vestido de chita azul que Sonia Braga usou na novela Gabriela (1975) para subir no telhado, deixando a calcinha à mostra, faz parte do acervo de preciosidades da TV Globo.
  8. Na novela Saramandaia (1976), dona Redonda, personagem de Wilza Carla, explodiu de tanto comer. Os críticos analisaram o episódio como uma contestação à sociedade de consumo. Dias Gomes, o autor, negou: era gula mesmo.
  9. Na novela Estúpido cupido (1976), Françoise Forton vivia uma candidata a miss Brasil. A cena gravada no ginásio do Maracanãzinho seria levada ao ar ao vivo, sem roteiro. Ao saber que vencera o concurso, a atriz desabou em lágrimas absolutamente verdadeiras.
  10. Um dos cortes de cabelo mais criticados das telenovelas foi usado por Vera Fischer em Brilhante (1981). Para remediar o estrago, a figurinista Marília Carneiro recorreu às bandanas no pescoço de Vera, que viraram moda no Brasil.
  11. O público feminino vibrou quando apareceu no ar o primeiro bumbum masculino. Foi de André de Biasi na novela Os adolescentes (Bandeirantes, 1981). Outro bumbum que entrou para a história foi o do modelo Vinícius Manne na abertura da novela Brega & Chique (1987). Teve também um bumbum que a mulherada não vai esquecer nunca: Alexandre Borges, que vivia Danilo, em Laços de família (2000).
  12. As então modelos Luíza Brunet e Xuxa fizeram uma pequena participação na novela Elas por Elas (1982). Elas apareceram nos sonhos da personagem Ieda, interpretado por Cristina Pereira, que ficava se imaginando uma mulher linda e irresistível.
  13. O look mais comentado das telenovelas foi o usado por Regina Duarte para viver a viúva Porcina, em Roque Santeiro (1985). A roupa era para ser uma fantasia, mas as mulheres passaram a copiar seus turbantes na vida real.
  14. Na novela Ti-ti-ti (1985), os modelos vendidos por Victor Valentim, vivido por Luís Gustavo, eram criados, na verdade, por Cecília, personagem de Natália Thimberg, uma velhinha já meio esclerosada.
  15. A primeira novela de Cláudia Raia foi Roque Santeiro (1985), em que ela vivia a dançarina Ninon, que se apaixonava pelo lobisomen. Cláudia Raia começou sua carreira profissional aos dez anos, como manequim do costureiro Clodovil.
  16. Até hoje a novela Dona Beija (Manchete, 1986) é lembrada como uma das mais sensuais da história da TV. Tudo graças às inúmeras cenas de Maitê Proença nua, tomando banhos e banhos de cachoeira e andando a cavalo.
  17. A Tancinha, de Cláudia Raia, na novela Sassaricando (1987) foi inspirada em Sophia Loren e falava com sotaque italiano.
  18. Bebê a bordo (1988) foi a última novela de Dina Sfat, que morreu de câncer um mês depois do fim da trama.
  19. Raquel Acioly, interpretada por Regina Duarte em Vale tudo (1988), fez tanto sucesso que o nome da rede de restaurantes “Paladar”, da qual ela era dona na novela, passou a identificar restaurantes em Cuba, que até hoje são chamados Paladares.
  20. Na novela Tieta (1989), a personagem Perpétua, vivida por Joana Fomm, escondia uma caixa no fundo do armário. Dentro dela, repousava o órgão genital do marido falecido, conservado em formol.
  21. Durante a novela Rainha da Sucata (1990), a estação de Ponte Pequena do metrô paulistano — reduto de armênios na cidade — foi rebatizada estação Armênia, em homenagem ao personagem de Aracy Balabanian, que foi convidada para a reinauguração.
  22. Márcia, interpretada por Malu Mader em O Dono do Mundo (1991), perdeu a virgindade com outro homem em plena lua-de-mel. Por causa disso, a personagem, que nasceu para ser heroína, virou vilã. Já a garota de programa Taís, interpretada por Letícia Sabatella, causou tanta empatia que virou a campeã de cartas da emissora.
  23. A segunda versão de Mulheres de Areia (1993) foi a novela que mais fez sucesso na Rússia. O último capítulo, por determinação do governo, foi exibido no dia das eleições, um feriado. Tudo para evitar que a população viajasse e não fosse votar.
  24. Em A próxima vítima (1995), Isabela, vivida por Cláudia Ohana, trai o marido no dia do casamento. Ao descobrir, ele a joga escada abaixo e a esfaqueia. Membros do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher condenaram as imagens, que foram qualificadas como estímulo ao machismo e à violência contra a mulher.
  25. A frase “Stop, Salgadinho” foi ideia da atriz Regina Dourado para seu personagem Lucineide, na novela Explode coração (1995).
  26. A personagem Léia, de Silvia Pfeifer, em O rei do gado (1996), traía o marido com Ralf, interpretado por Oscar Magrini. O amante a tratava com tabefes que chocaram o país e fizeram com que a violência contra a mulher
    virasse um dos temas mais debatidos.
  27. A atriz Taís Araújo tinha 17 anos quando começou a fazer a novela Xica da Silva (Manchete, 1996/7). A trama previa que ela apareceria nua. Taís (e o público) esperou 50 capítulos até que, no dia 2 de dezembro de 1996, a cena foi ao ar. Ela havia completado 18 anos uma semana antes.
  28. Em Por amor (1997), a personagem de Gabriela Duarte, Maria Eduarda, despertou ódio nos telespectadores. O site “Eu odeio a Maria Eduarda” recebeu 8 mil visitas em sua estreia.
  29. A novela Terra Nostra (1999) teve 5 mil figurinos de época. Os mais elaborados eram os de Paola, personagem de Maria Fernanda Cândido, e Giuliana, de Ana Paula Arósio.
  30. Para esconder do público a gravidez de Júlia Lemmertz, as últimas cenas de Andando nas nuvens (1999) foram todas feitas em close ou com algum objeto tapando o seu barrigão.
  31. A Capitu, de Giovanna Antonelli, uma personagem que se prostituía em Laços de família (2000), fez os telespectadores terem uma visão compreensiva a respeito das garotas de programa.
  32. Para vestir Jade (Giovanna Antonelli), Nazira (Eliane Giardini), Latiffa (Letícia Sabatella), Zoraide (Jandira Martini), Ranya (Nívea Stelmann), Khadija (Carla Diaz) e Samira (Stephany Brito), os figurinistas de O clone
    (2001) trouxeram setecentos vestidos do Marrocos.
  33. Raquel, personagem de Helena Ranaldi em Mulheres apaixonadas (2003), foi a estrela da cerimônia de posse do novo Conselho Nacional da Mulher, porque representava uma mulher que vivia apanhando do marido
    com uma raquete.
  34. Todas as personagens da minissérie A casa das sete mulheres (2003) colocaram apliques nos cabelos. Foram usados mais de 10 metros de cabelos artificiais.
  35. Mulheres apaixonadas (2003) teve 15 aberturas diferentes, todas com fotos mandadas por telespectadores. As mulheres apareciam destacadas e a imagem dos homens, embaçadas. As fotos seriam trocadas a cada quatro
    semanas. Mas o projeto fez tanto sucesso que passaram a ser trocadas a cada duas.
  36. Renata Sorrah roubou as cenas com Nazaré Tedesco, em Senhora do Destino (2004).
  37. Senhora do destino (2004) foi a primeira novela a mostrar duas mulheres homossexuais — Eleonora e Jenifer — a dormir juntas na mesma cama. Também foi a primeira novela a mostrar a aceitação de uma família diante do homossexualismo feminino.
  38. Para viver Sol, em América (2005), Deborah Secco foi trabalhar num McDonald’s de Nova York, sem se identificar como atriz. Ficou com a função de esfregar o chão.
  39. As ex-vedetes Carmen Verônica e Íris Bruzzi (Mary Montilla e Guida) improvisaram muito na novela Belíssima (2005), de Silvio de Abreu. Os improvisos nunca foram cortados. Mary Montilla apareceu de novo em Paraíso tropical (2007), de Gilberto Braga. Foi a primeira vez que um personagem ressurgiu na novela de outro autor.
  40. A personagem Nanda, interpretada por Fernanda Vasconcelos em Páginas da Vida (2006), era tão querida que, mesmo morrendo no primeiro mês da trama, virou um fantasma presente ao longo da novela. Foi criada uma comunidade no Orkut chamada “Eu tenho medo da Nanda”.

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